“Tento controlar-me mas, o álcool é mais forte”

8/05/2014 00:08 - Modificado em 7/05/2014 23:16

alcoolismoNo Mindelo, é normal ver homens embriagados pelas ruas. E deixou de ser novidade. Mas, nos últimos tempos, encontramos também mulheres jovens embriagada pelas ruas do Mindelo. Assumem que bebem muito, mas recusam acompanhamento médico.

 

As nossas entrevistadas dizem que tentam consumir menos álcool mas, às vezes, perdem o controlo. A maior parte das pessoas não assume que é alcoólatra e as nossas entrevistadas não fogem à regra e nem sequer querem acompanhamento psicológico. Mas já atravessam um mar encrespado de problemas devido ao consumo excessivo do álcool.

Jacinta Fortes tem 28 anos e um filho de cinco anos, mora com o namorado. Ela sente que ainda não é viciada no álcool: “digo isto porque trabalho de segunda a sábado e, no domingo, aproveito para estar com os amigos e sempre bebo muito, mas é só aos domingos”. Ela revela que: “penso em beber pouco mas, às vezes, não consigo. É só estar com os amigos que bebem e abuso”. Os médicos diriam que nos fins-de-semana Jacinta “bebe muito porque repõe no organismo o nível de álcool que não consome nos dias de semana”. O namorado já entendeu que o que se passa “não é aquela história de beber socialmente”, mas um problema que afecta o relacionamento. Tanto é que já se separou de Jacinta algumas vezes.

Já lhe aconselharam um psicólogo mas ela diz que ainda não está preparada, porque “cresci no meio do alcoolismo. O meu pai chegava bêbado a casa todos os dias”. Jacinta acredita viver uma situação normal. A família diz que não aguenta mais a situação: “ela não quer acompanhamento psicológico e a situação piora de dia para dia. Nem sequer pensa no filho”.

Sandra Oliveira está na mesma situação que Jacinta. Diz que não se consegue controlar: “tento controlar-me mas, muitas vezes, o álcool é mais forte do que eu”. Sandra tem 24 anos e mora em casa da mãe que declara ao NN não saber mais o que fazer para acabar com o vício da filha. Sandra diz que tenta beber pouco mas “nos fins-de-semana, é mais difícil controlar-me. Encontro-me com muitos amigos e acabamos por beber”. Ela diz que não quer ter acompanhamento psicológico, mas a mãe continua a insistir, “ainda não decidi”.

As duas trabalham de segunda a sábado e, aos domingos, saem para se divertirem com os amigos e acabam por abusar do álcool. “Às vezes não consigo trabalhar na segunda-feira”.

 

 

  1. CARLOS TAVARES

    Um bom conselho: Podes beber e fumar muito, socialmente ou caseira, até porque não é preciso assumires ser um(a) alcoólatra ou fumador nato – mas, se a sua pretensão é deixar de beber ou fumar, isto não depende de ninguém e nem dos Médicos, simplesmente tudo depende de si próprio. Primeiro;- consencializar-se de que estes dois produtos estão a prejudicar a si próprio e os que estão ao seu arredor levando-te a beira do abismo. Segundo;- Estar preparado(a) psicologicamente e firme nas suas decisões. Terceiro; – Nunca dar costas aos seus amigos do vício deixando que eles mesmo afastem-se. Quarto; – Se tens habito em frequentar clubes sociais ou noturnos afim de assistirem uma partida de futebol ou uma noite de música com os amigos de costume, não os deixa de o fazer, pagando o que eles bebem e você toma o seu – água, sumo ou café e os amigos tem de os retribuir. “Aí passarás a conhecer quem estará do seu lado”. Quinto; – Não deixar a depressão ou problema familiar tomar conta de ti. AMIGO(A) Muitos me conhece, bebia e fumava talvés mais do que ti que está a sofrer, e hoje há mais de 15 anos que deixei por vontade própria. Decerteza absoluto quando tomares a sua decisão aprenderás viver a vida de outra maneira e com o mesmo auforia de outrora. Bem haja

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