Cadeia da Ribeirinha: recluso acusa agentes prisionais de usarem violência

8/05/2014 00:05 - Modificado em 7/05/2014 22:46

cadeia de ribeirinha_jas 2Um recluso da Cadeia Central da Ribeirinha, que respeitamos o pedido de anonimato em entrevista gravada, que está em liberdade condicional, denuncia a existência de algumas anomalias dentro da cadeia, o que , no seu entender , tem prejudicado a estadia dos reclusos no estabelecimento prisional.

 

A primeira anomalia que aponta é a existência de violência dentro da cadeia à qual se segue a falta de medidas para com os guardas prisionais que usam da violência para com os reclusos. “Os agentes em vez de dialogarem com os reclusos partem logo para a violência. Não são todos, mas são a maioria, um em cada dez não utiliza a violência”. E diz que os que não recorrem à violência são normalmente os que estão nalguma formação ou curso de direito. “Actos desumanos acontecem na cadeia”, como sublinha. E continua afirmando que “Há represálias para quem tenta denunciar os agentes prevaricadores”.E acrescenta que quem denuncia “fica na lista negra dos agentes e até mesmo da direcção”.

 

Conta que quando chove cria-se uma poça de água no local da alimentação. E muitas vezes os reclusos são forçados a andarem debaixo da água que pinga e obrigados a passarem por dento da poça de água com receio dos guardas.

 

Denuncia ainda a falta de um programa de reinserção social. “Era suposto haver um serviço social para trabalhar com os reclusos, mas há dois técnicos sociais que trabalham para a cadeia, quando deveria ser o contrário”. Afirma que não há sigilo profissional, pelo que toda a cadeia fica a saber das conversas e acrescenta que a assistente social foge dos problemas dos reclusos. Para ele, se o programa funcionasse, muitos problemas dos reclusos poderiam ser resolvidos, como a questão da violência.

 

Diz ainda que os reclusos estão de mãos atadas porque qualquer queixa para a Procuradoria da República tem de ter o aval da direcção. Afirma que há muitos em situação ilegal já que podem estar aptos para a liberdade condicional ou licença precária, mas que é dificultada pelos serviços. “Não querem dar licença a ninguém e deixam todos dentro da cadeia”.

 

Este recluso diz não querer falar da alimentação, já que poderia “passar o dia a falar da comida servida”. Mas realça a sua má qualidade.

 

Reclusos com problemas mentais

“Temos reclusos, e outra vez entram os serviços sociais, a cumprir pena de forma ilegal de acordo com a lei, como é o caso dos reclusos com perturbações mentais e já foram feitas muitas denúncias inclusive ao Presidente da República”, como esclarece.

 

E fala de cerca de oito reclusos com perturbações mentais na cadeia. E conta um caso específico em que são os outros reclusos que têm de lavar a roupa do recluso, “que nem sequer tem ideia de onde está”.

 

NN está a tentar percorrer a via sacra que se abre quando se tenta confirmar com a direcção da Cadeia da Ribeirinha algo que se passa nesse estabelecimento prisional .Mas vamos continuar a tentar tendo em conta a gravidade das acusações.

 

  1. bo kre sabura na cadeia que que po la bo kre comida de hotel

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