Oito anos à espera de ser aposentada

7/05/2014 08:38 - Modificado em 7/05/2014 10:11

COOKIE2Ernestina Delgado tem 68 anos e desde 1980 trabalha como cozinheira na escola de Espia. Aos 60 anos, deu entrada dos documentos para a sua aposentação. Usufrui de um salário de seis mil e onze escudos e não tem direito a qualquer seguro, porque o salário é insuficiente. Contudo, consegue medicamentos porque, felizmente, é abrangida pelo sistema de protecção social do marido.

 

Lá vão oito anos que D. Ernestina aguarda a resposta da sua aposentação para poder descansar tranquilamente e desfrutar dos anos de trabalho. Hernestina Delgado adianta que desde os 60 anos que está a tratar da sua aposentadoria. Por três vezes entregou à FICASE, diferentes documentos que constituem o processo para a solicitação da reforma. Oito anos se passaram e continua sem qualquer resposta.

 

Segundo Ernestina, “trabalho há mais de 30 anos, desde 1980. Antigamente, o salário era pago em géneros alimentícios e há alguns anos o vencimento nunca mais saiu. Passei a receber um vencimento de 6.011 escudos, nem com as promessas da implementação do salário mínimo. Trabalhamos mais de oito horas por dia a receber o mesmo valor. Se todos têm direito ao salário mínimo, as cozinheiras também devem ser abrangidas, porque foi aprovado pelo Governo.

 

O trabalho de cozinheira é de grande responsabilidade e de muitos riscos. Não temos direito a sermos abrangidos pelo sistema de protecção social, INPS. A mesma questiona: “com o salário que temos, como é possível descontar para o seguro e ter regalias no futuro”?

 

Se acontecer um acidente de trabalho, queimaduras, resfriados ou outra doença qualquer, o nosso salário é insuficiente para arcar com as despesas de consulta ou de compra de medicamentos.

 

D. Ernestina diz que de acordo com as informações fornecidas, não tem direito à aposentação ou reforma, porque ao reformar-se não terá direito às regalias pois nunca descontou para o INPS. Ou seja, trabalhou durante 34 anos e continua a exercer aos 68 anos e não terá direito a qualquer das regalias previstas pela lei.

 

  1. JM

    È lamentável que tenha uma administração pública a funcionar dessa forma. Aconselho a Sra. a solicitar um Advogado oficioso e dar entrada de uma acção judicial contra a administração pública. Não só para obrigar a administração a proferir uma decisão expressa, mas também que lhe seja reconhecida o direito aos retroativos desde a data que deu entrada da documentação, sem prejuízo desse salário miserável que ela aufere.

  2. professora

    por ser cozinheira numa escola, deve reformar com 32 anos de serviço como os professores? é que pelas minhas contas, ela tem 34 anos de serviço e com direito a reclamar

  3. Lucyneida Rocha

    Como é possivél pessoas pensa ainda k no ta na temp de escravatura, mais respeito pá pa um senhora k trabaia tud sé vida pa estado pa stode ta ser tratode dess manera, nó ta apela nós tud pa fazé justiça pa nos tia Titina k tud gent cre txeu na Soncent, um amdjer de valor, respeitada, lutadora, corajosa e acima de tudo, querida pa tud kes mnin de escola e não falando dos professores entre outros.

  4. JM

    Código Laboral diz “Os principais valores que dominam a legislação do trabalho são a dignidade da pessoa, que se qualifica pelo esforço do seu trabalho; o dever de trabalhar não apenas para prover os meios necessários à subsistência individual, mas também como contribuição para a valorização e sobrevivência colectiva da comunidade a que a pessoa pertence; a igualdade de oportunidades e a justiça nos rendimentos.”
    Portanto é mais do que justo a reinvidicação. Justiça nessa terra precisa-se!

  5. Adilson Gomes Fonsec

    Sera que isso e so ne Soncente ou na Praia tambem e assim

  6. Adilson Gomes Fonsec

    infelizmente ne Soncent tem muitos casos iguais, mi um te fca te pergunta onde nos orgulho e kel raça k nos soncent tinha antigamente, se no korre k portugues nos anos 70 porke no k te korre kes bediu da merda, força gent no luta pe Regionalizaçao ja e tempo
    pode ser passificamente ou k mo na arma

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