Testemunhas dizem que foram forçadas a fazerem teste

7/05/2014 07:29 - Modificado em 7/05/2014 07:29

tribunal mindeloO arguido refutou o título de “traficante” e testemunhas disseram ao juiz que foram forçadas a fazerem testes para apurar se consumiam drogas.

 

O caso de Alberto “Djon” Alves, em que o arguido responde pela prática de tráfico de droga de alto risco, detenção de arma e, ainda, dois crimes de receptação foi a julgamento. O indivíduo está a responder o processo em prisão preventiva e foi ouvido , ontem , em julgamento pelo juiz, pelo MP e pela defesa.

A detenção de Djon Alves aconteceu em Julho de 2012 quando a Polícia Judiciária fez uma busca em sua casa onde encontrou uma quantidade de marijuana que dava para confeccionar cerca de 150 doses, 8 porções de cocaína pura, uma barra de haxixe que poderia dar para cerca de 60 doses, uma pistola 6.35 com 6 munições, dinheiro e alguns outros objectos. A defesa questionou a legalidade da busca feita em casa do arguido e queria que essa parte fosse retirada do processo, mas não foi.

Durante o questionamento, o arguido refutou o título de “traficante”, dizendo que não comercializa droga, mas não esconde que é um usuário de cannabis.

Das testemunhas ouvidas, várias confirmaram que compraram droga, no caso cocaína, no arguido. Mas a defesa questiona a forma como as testemunhas foram forçadas a fazerem testes de urina para verificar se usavam ou não droga. E algumas testemunhas afirmaram que não foi de livre vontade que se submeteram aos testes, mas com medo da possibilidade de serem constituídas arguidas, submeteram-se aos testes.

O julgamento foi adiado porque faltavam duas testemunhas importantes no caso. Uma, a companheira de Djon na época da detenção e outra testemunha relevante na acusação de receptação. O julgamento prossegue no dia 9 de Maio

  1. PG

    Eu também já fui coagido pelo PJ uma vez que fiz uma insurra inofensiva, como se eu fosse um criminoso com antecedentes e constante. Nesta altura era somente um garoto, hoje sou homem formado, intelectual e fisicamente, e ainda aguardo o dia que vou acertar as contas com o dito PJ, alias, os ditos, porque são 2, de origem da praia, e quando a hora chegar, o plano não terá falhas. Não tenho pressa, cada dia que passa eles estão a ficar velhos, vai ser tarefa fácil. Recado dado.

  2. baldoque

    Como se chama o Advogado de defesa? será que é o Advogado do diabo que vem com as maroscas de defender todos os delinquentes e traficantes da Praça? O Batchinha? Se for ele “Pau N’ele” para tomar juizo. Então o homem é consumidor de cannabis, (Mas tem uma barra de Haxixe, 8 porções de cocaina, MAS ATENÇÃO NÃO COMERCIALIZA. A droga era para dar aos cães. Essa á para rir ó Djon

  3. Mindelense

    Uma pessoa que se diz apenas que e’ consumidor e e’ pego com toda essa droga em casa, onde consegui tudo isso? O que me impressiona que depois ser pego com toda essa droga e ainda com uma arma, o advogado alega que houve busca ilegal. Mais uma ver repito aqui, as leis fajutas e advogados do Diabo, sao as causas do aumento da violencia em Cabo Verde, mas esses advogados que se cuidem, muitos tem filhos e um dia poderam ser vitimas dessa violencia e das drogas.

  4. Geronimo

    aonde iremos parar.. dando todas as regalias aos arguidos..sinceramente, Srs advogados

  5. ABC - PN

    Nenhum consumidor teria essa quantidade e variedade de drogas em casa, pelo resultado da busca vê-se que ele é traficante, quanto a validade ou não da busca domiciliária é outra questão a PJ não seria tão ingénua para fazer uma sem suporte legal.

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