Obama considera aprovação da reforma da saúde “uma vitória para todos os americanos”

29/06/2012 07:01 - Modificado em 29/06/2012 07:01
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Barack Obama considerou a aprovação pelo Supremo Tribunal dos EUA da reforma da saúde que tinha sido uma bandeira da sua campanha como “uma vitória para as pessoas de todo o país, cujas vidas serão mais seguras”.

 

No primeiro discurso depois de ter sido conhecida a decisão do Supremo Tribunal, o Presidente norte-americano considerou que as famílias norte-americanas terão agora um apoio mais alargado. “O Supremo Tribunal decidiu e vamos aplicar esta lei”, acrescentou. “Mas o que não iremos fazer é disputar as batalhas políticas de há dois anos, porque agora é tempo de avançar, de aplicar e melhorar esta lei onde for necessário”.

Para Obama, a aprovação da lei da saúde representa a conformação de um “princípio fundamental” para os Estados Unidos, o de que “nenhuma doença ou acidente deve deixar uma família na ruína financeira”. Com esta lei, sublinhou, quem não tiver seguro de saúde poderá ter em 2014 acesso a seguros através de um mercado regulado pelo Estado. “As seguradoras não poderão cobrar mais pelo facto de se ser mulher. Não poderão levar as pessoas à falência”.

A nova legislação, salientou Obama, não irá afectar os seguros que muitos norte-americanos já possuem. Mas agora, adiantou, as empresas não poderão anular os seguros em caso de doenças ou rejeitar segurados com base em condições pré-existentes.

A aprovação da lei foi criticada pela oposição Republicana. O candidato que irá defrontar Obama nas presidenciais de Novembro, Mitt Romney, disse que os norte-americanos devem derrotar o actual Presidente para reverter esta lei. “É altura de os americanos escolherem. Se quisermos livrar-nos do Obamacare teremos de substituir Obama. A minha missão agora é garantir que fazemos isso”.

O Supremo Tribunal norte-americano deu nesta quinta-feira luz verde à reforma da saúde promovida por Obama. A decisão foi tomada por cinco votos a favor e quatro contra. E representa uma importante vitória política para Obama, a quatro meses das Presidenciais de Novembro, porque esta legislação era uma das promessas que permitiram a sua eleição em 2008.

 

 

 

publico.pt

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