Utilizadores do Facebook passam a controlar dados privados conhecidos pelas aplicações móveis

5/05/2014 11:00 - Modificado em 5/05/2014 11:00
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facebookO Facebook tem novas opções que permitem aos utilizadores limitarem a informação pessoal que querem que seja partilhada com outras aplicações dos telemóveis. Esta novidade, introduzida na quarta-feira, foi uma forma de a rede social sossegar as preocupações dos utilizadores quanto à sua privacidade, ao mesmo tempo que a empresa aposta em tornar-se um dos principais pontos de entrada para a Internet.

 

Nos últimos anos, o Facebook Inc tem vindo a encorajar um número cada vez maior de fabricantes de aplicações a permitir aos utilizadores conectarem-se nessas mesmas aplicações pela conta do Facebook, em vez de terem de criar uma conta nova em cada aplicação.

 

O resultado tem sido um influxo de informação valiosa para a rede social número um do mundo. Mas tem havido preocupações por parte dos utilizadores, pelo facto de os donos das aplicações ganharem acesso a informação privada que se encontra nas contas de Facebook de cada utilizador.

 

Mark Zuckerberg, director-executivo do Facebook, disse numa conferência em São Francisco que a nova versão da ferramenta para os utilizadores se conectarem tem uma opção de “log in anónimo”, que permite aos utilizadores controlarem que informação privada é que os donos das aplicações têm acesso. O director-executivo disse aos fabricantes de aplicações que a ferramenta permitia aos utilizadores sentirem-se mais confortáveis ao conectarem-se noutras aplicações pela conta do Facebook.

 

“Ao dar mais poder e controlo às pessoas, elas vão confiar em todas as aplicações que vamos construindo e, ao longo tempo, vão utilizá-las mais. E isso é positivo para todos”, defendeu Mark Zuckerberg na quarta-feira.

 

O novo campo para os utilizadores se conectarem vai permitir seleccionar qual a informação pessoal armazenada na rede social – endereço do correio electrónico, data de nascimento ou as páginas que cada utilizador gosta –, que poderá ser acedida por cada aplicação.

 

O nome e o género de cada utilizador vão continuar a ser visíveis por cada aplicação móvel.

 

Competição feroz

Na quarta-feira, os responsáveis pela rede social também anunciaram um novo serviço de distribuição de publicidade para a rede de aplicações móveis, abrindo a porta para uma nova fonte de receitas.

 

O serviço, que tem estado a ser construído já há algum tempo, permite aos produtores de aplicações móveis inserir várias publicidades dentro do seu software, fazendo com que o Facebook partilhe a receita vinda dessa publicidade com os donos das aplicações.

 

“É a primeira vez que vamos realmente ajudar-vos a amealhar dinheiro de uma forma séria nos telemóveis”, disse o director-executivo.

 

O Facebook enfrenta uma competição feroz no mercado de publicidade na rede móvel. O serviço do Google já permite aos anunciantes distribuir publicidade nas aplicações móveis, enquanto o Twitter disse na terça-feira que a sua rede de anúncios MoPub pode chegar a mil milhões de utilizadores de telemóveis.

 

O MoPub do Twitter, que funciona como uma ferramenta para gerir publicidade para os editores das aplicações, vai permitir às aplicações móveis ter anúncios para audiência do Facebook, assim como para outras redes, disseram as duas empresas.

 

O Facebook começou a testar em Janeiro a sua rede de anúncios para telemóveis com um número limitado de anunciantes e de aplicações móveis. E planeia agora expandir o número de donos de aplicações que vão usar o serviço, apesar de ainda não ter anunciado um prazo para o sistema ficar largamente disponível.

 

O novo sistema de anúncios para telemóveis, chamado Facebook Audience Network, vai chegar aos mais de um milhão de anunciantes no Facebook, permitindo direccionar a publicidade com base nas características dos utilizadores.

 

A maioria da receita que o Facebook gera vem dos anúncios que aparecem nas próprias páginas de Internet e da sua aplicação móvel. Ao passar a distribuir a publicidade para uma constelação de aplicações móveis independentes, o Facebook vai efectivamente expandir o espaço para a publicidade, o que abre uma porta para mais receitas.

 

Para terem acesso a mais espaço para anúncios, as redes de anúncios partilham normalmente as receitas com os seus parceiros. O Facebook vai partilhar a maioria das receitas vindas da publicidade com os donos das aplicações, como é prática na indústria, revelou uma fonte à Reuters.

 

 

publico.pt

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