Julgamento de um jovem acusado de matar o padrasto: arguido alega legitima defesa de terceiros

29/06/2012 06:31 - Modificado em 29/06/2012 06:31

Ednaldo Cruz hoje foi levado a julgamento onde é acusado da prática de um crime de homicídio simples. Ednaldo confessou os factos que constam da acusação, mas alegou que só teve aquele comportamento para defender a sua mãe que vinha sendo agredida pelo seu padrasto.

 

O Juiz Antero Tavares realizou hoje a primeira audiência de julgamento de um caso de homicídio simples. O arguido Ednaldo perante o juiz confessou todos os factos que constam na acusação.

Porém o arguido alegou que só teve aquele comportamento para defender a sua mãe que há muito tempo vinha sendo agredida pelo seu padrasto, Cissé, Costa Marfinense. O arguido acrescentou ainda que no dia dos factos o seu padrasto chegou em casa bêbado e começou a agredir a sua mãe.

Para defender a mãe o arguido afirmou que chamou a atenção do seu padrasto, que tentou lhe agredir com socos. Porém o arguido desferiu duas garrafadas a vítima, uma delas na cabeça tendo este caído de imediato ao chão.

O arguido afirmou ao Tribunal que aquela não era a primeira vez que a sua mãe era agredida pelo seu padrasto que toda a vez que consumia álcool chegava em casa tentando agredir todos que estavam lá dentro. O arguido alegou legitima defesa de terceiros, que neste caso é a sua mãe.

 

Testemunhas

As seis testemunhas envolvidas no caso confirmaram a versão do arguido, afirmando que todas as vezes que a vítima consumia álcool chegava em casa e começava a agredir a sua mulher e os seus filhos.

As testemunhas confirmaram que no dia dos factos o arguido apenas tentou defender a sua mãe que estava a ser agredida pelo padrasto que estava sob o efeito de álcool. Afirmaram ainda que não era a primeira vez que este agredia a sua mulher e os seus filhos.

O tribunal decidiu deixar para o dia 06 de Julho a continuação do julgamento, visto que a representante do Ministério Público emitiu um requerimento pedindo que seja ouvido um médico para esclarecer as causas da morte da vítima que consta nos autos que faleceu por traumatismo craniano devido as lesões sofridas pela garrafa.

Também o juiz deixou para continuar no dia 06 de Julho as 10:00 horas, porque entendeu que será necessário ir a casa onde tudo se passou no âmbito de esclarecer alguns pontos que ficaram mais confusos. .

 

O crime

O crime aconteceu no dia 03 de Novembro de 2010, quando o arguido Ednaldo desferiu duas garrafadas no seu padrasto por este estar a agredir a sua mãe. A vítima foi hospitalizada, porém faleceu no dia seguinte vítima de traumatismo craniano. A vítima chamava – se Cissé e era Costa Marfinense e vivia com a mãe do arguido a cerca de um ano.

  1. justiça

    tud jent ek t conxe Ednaldo (nato) sabe kel ed um bois dret e que el tive es comportamento so pa defende se mae..um bois bricalhao nha colega d escola t espera k bo t sei livre deça irmao pk foi um fatalidade ek contce ….power la nes momento e k bo t ser inocentod …power pa bo, bo mae dona xanda e marú tb jent humilde ek k meste estod t passa pes situaçao…

  2. José Manuel de Jesus

    a) A vitima (V) era um deslocado (que não se adapta) e “vivia Hà um ano com a mãe do arguido”. b) A V era muçulmano e a sua religião proibe o consumo do alcool; c) A V batia na mãe do arguido/filho; d) A V não comprou a esposa (como se faz na religião dele) e mesmo que fosse não era que um bem pessoal; e) OI Arguido (A) tinha a obrigação de defender sua familia; f) O A – tal como a mãe – não tinham qualquer ligação genética ou familiar. – O Arguido merece ser absolvido

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