O País regulamentou a lei que legaliza a droga na sexta-feira

5/05/2014 07:55 - Modificado em 5/05/2014 07:55
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Uruguaios fazem marcha para comemorar legalização da maconhaNa praça de Montevideu, os uruguaios festejaram o ‘exemplo de liberdade pública’. Activistas, consumidores e amigos da causa para a legalização da maconha no Uruguai fizeram, neste sábado (3), uma marcha em comemoração à regulação da maconha no país, exibindo os seus primeiros cigarros de maconha “libertada”.

 

O evento ocorre apenas um dia depois do Governo ter apresentado a regulação da lei que legalizou a sua produção e a venda no país, na sexta.

Centenas de pessoas reuniram-se num parque da capital uruguaia para festejar com música, comida e muita maconha a regulação e o “exemplo” que o seu país pode dar ao mundo quanto a liberdades públicas.

“Parece-me que, humildemente, o Uruguai pode ser um exemplo a seguir para o resto do mundo e mostrar que se pode ter certa liberdade e que a sociedade pode conduzir bem as coisas. E que não tem de haver proibições sobre algo que não é tão nocivo nem prejudicial como querem fazer parecer”, disse o músico Enzo Broglia, cuja banda Reytoro foi uma das que animou o encontro.

A mobilização aconteceu no marco da “Marcha Global pela Maconha”, um evento simultâneo em 300 cidades de todo o mundo para pedir a legalização desta droga e que, no Uruguai, se transformou na primeira Marcha Mundial da Maconha Regularizada.

“Primeiro, agora podemos produzir pessoalmente a nossa própria maconha sem financiar o crime organizado. E segundo, o dinheiro que será pago nas farmácias, que é o mesmo que se paga pela maconha ilegal, irá para o Estado para oferecer serviços e informação aos viciados em qualquer substância”, acrescentou Marín.

Lei uruguaia

A legislação uruguaia aprovada no passado mês de Dezembro pelo Parlamento e cuja regulamentação, que entrará em vigor na próxima terça-feira, foi divulgada na sexta-feira pelo Governo, estabelece três formas legais para se ter acesso à maconha: a produção doméstica de até seis plantas por casa, tornar-se sócio de um clube de cultivo ou comprá-la em farmácias autorizadas.

Para usar essas opções, os consumidores deverão escolher uma delas e inscreverem-se no cartório correspondente. Tudo será controlado pelo Instituto de Regulação e Controlo da Cannabis.

Enquanto os participantes do evento desfrutavam da sua maconha, as autoridades instalaram uma tenda do programa “Com o máximo cuidado”, uma iniciativa da Junta Nacional de Drogas (JND), uma ONG e a Secretaria da Juventude da Intendência Municipal de Montevideu para alertar sobre os perigos do uso de drogas.

Victoria González, socióloga da JND, explicou que durante todo o tempo de desenvolvimento desta inovadora legislação as autoridades uruguaias têm vindo a insistir sobre o facto que todas as drogas são perigosas e que o objectivo é informar sobre o consumo responsável.

“O Uruguai está na luta contra a incoerência de quem, no uso dos seus direitos, decidia consumir mas, para isso devia vincular-se a um mercado sem garantias de saúde pública. E também, de forma paralela, mostrar que o consumo de drogas tem riscos. Todo o consumo. Por isso, estamos aqui”, concluiu.

G1.globo.com

 

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