Violação em Mon pá Trás: PJ aguarda resultados do teste de ADN

5/05/2014 07:46 - Modificado em 5/05/2014 07:46

teste ADNA Polícia Judiciária aguarda a chegada dos testes de ADN que mandou realizar em Portugal para determinar quem é o pai da criança de uma jovem com deficiência mental que foi violada[i] e que ficou grávida.

 

Este processo esteve nove anos a mofar na Procuradoria Regional de Santo Antão e teme-se que possa prescrever se a investigação não for célere. O NN sabe que a PJ não consegue dar mais celeridade ao processo nesta fase, visto que os testes foram enviados para os laboratórios portugueses e “as coisas não são tão fácies como nas séries da CSI onde os exames são realizados em 45 minutos”. A realidade cabo-verdiana é outra “e, às vezes, tem a ver com coisas simples como o pagamento das dívidas aos laboratórios onde são efectuados os exames”.

A PJ no Mindelo só aguarda a chegada dos exames para continuar com a investigação que não está parada “e não é verdade que não fizemos nada ou pouco, pois conseguimos as confissões e confirmámos vários depoimentos. Isto numa localidade pequena, onde quase toda a gente é família” – explica um elemento ligado à investigação. O NN sabe que o processo pode ser rápido se os testes confirmarem que o pai da criança é o suspeito que no mês passado foi interrogado pela PJ. E que segundo os indícios da denúncia “o autor da violação aproveitou-se da deficiência da jovem para consumar o acto, uma vez que a vítima tem atraso mental e não sabe falar e, assim, ao forçá-la a ter relações sexuais, quer os familiares ou a Polícia não teriam hipóteses de descobrirem a verdade dos factos por causa da sua incapacidade”. Mas o processo pode tornar-se mais complexo se a investigação procurar confirmar e se se provar que “a jovem foi violada por outros homens”, pois foram recolhidos depoimentos que dizem que “a jovem doente era deixada sozinha e que alguns homens da localidade aproveitavam-se da sua deficiência para obrigá-la a ter relações sexuais”.

 

 

  1. Rosita Ramos

    País de desenvolvimento médio e nem estado de pagar um simples exame laboratorial.
    Felizmente que o caboverdiano é um povo pacifico e aceita tudo com uma certa ironia e indiferença.
    Veja o esbanjamento por parte do Estado e num Pais que vive de esmolas e empréstimos.
    Além disso é uma questão de Justiça que funciona de acordo com um certo laxismo inerente a mentalidade caboverdiana a todos os níveis da sociedade após a independência.

  2. CCR

    Pois é. Dinheiro para patrocinar festivais, tem! Dinheiro para trazerem artistas internacionais que custam um balúrdio, arranja-se, quando há muitos artistas locais que de certeza nos proporcionaria bons festivais, a muito menor custo, ou mesmo a custo zero, pela simples vontade de ter aquela oportunidade de pisar aquele palco! Bsôt prestá atenção, heim!!!!

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