Homicídio passional pode ser prevenido

2/05/2014 00:04 - Modificado em 1/05/2014 23:48
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ciumes-3Desde o início do ano, em São Vicente, já foram registados vários homicídios, incluindo crimes passionais. A psicóloga clínica Rosângela Varela alerta que o homicídio passional pode ser prevenido. Muitos dizem que os ciúmes estão na base do homicídio passional, mas a psicóloga adianta que os ciúmes estão ligados ao alcoolismo, à toxicodependência e aos transtornos de personalidade.

 

O NN relembra dois casos de crime passional ocorridos no Mindelo este ano. No dia 15 de Janeiro, Maria Francisca Silva de 43 anos, que exercia a função de cabeleireira foi atacada no interior do seu salão de beleza pelo ex-companheiro, Augusto. O caso ocorreu na localidade de Monte Sossego.

No dia 1 de Março, um homem de nome Dionísio Santos, 30 anos, matou a namorada Alcione da Luz, 23 anos, com uma facada nas costas. O crime aconteceu por volta das 23 horas, na zona de Vila Nova.

A psicóloga clínica Rosângela Varela afirma que o homicídio passional pode ser prevenido porque, segundo ela, se os agressores ou até mesmo as vítimas tivessem procurado ajuda a tempo, se calhar poderiam prevenir um desfecho fatal.

Para ela, a partir do momento em que se apercebe que a pessoa está a ter um “descontrolo emocional e, apercebe-se disso ao longo de um relacionamento, quando o parceiro começa a demonstrar um carácter um pouco agressivo”, as pessoas devem ficar em alerta e procurar ajuda, enquanto vítimas ou enquanto pessoa que está a ter os descontrolos, no sentido de “procurar apoio psicológico”.

 

Ciúme patológico

 

De acordo com Rosângela Varela, “os ciúmes mais ou menos patológicos podem estar na base destes homicídios passionais, pois muitas vezes, o ciúme patológico está associado a outros problemas: “não é que a pessoa é apenas ciumenta e pronto; muitas vezes, esse sentimento está associado ao alcoolismo” e um dos sintomas dos alcoólatras é, precisamente, o ciúme patológico. “Os toxicodependentes perdem o controlo emocional mais depressa”. Adianta a psicóloga.

Rosângela diz que, às vezes, essas pessoas também têm algum trastorno de personalidade, com personalidade dependente, ou seja, dependem de outra pessoa.

Para a psicóloga, no âmbito de um relacionamento haverá sempre conflitos, desentendimentos e discussões mas, “a partir do momento em que vemos que o comportamento está fora do normal e que a pessoa começa a sofrer/fazer agressões físicas, verbais ou ameaças”, deve procurar ajuda porque “alguma coisa já está fora do normal e é bem provável que se vá ao encontro de um desfecho pouco agradável”, por isso, a psicóloga clínica alerta: “já é um sinal para procurar ajuda, ir à polícia e apresentar queixa ou então, procurar um psicológico e pedir orientação psicológica ou fazer psicoterapia”.

 

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