Os crimes sem castigo: Catana violou uma mulher de 93 anos quando estava de precária

30/04/2014 00:10 - Modificado em 30/04/2014 00:00

algema_liberdadeA nossa investigação mostra que Catana não foi julgado por este crime. Os familiares dizem que apresentaram queixa, que foram ouvidos pelo Ministério Público, mas que não foi realizado nenhum julgamento. Porquê?

 

Os cidadãos reclamam que existem vários crimes que foram cometidos e que ficaram sem castigo. Começamos a nossa investigação com um crime de violação de uma mulher de 93 anos cometido por Zezinho Catana e que ficou sem castigo. O crime foi cometido em 2007, numa altura em que Catana estava detido na prisão da Ribeirinha e saiu com uma licença precária. Numa dessa saídas, violou “Nininha” uma mulher de 93 anos com quem tinha uma relação de parentesco.

Uma filha de Nininha foi mulher do pai de Zezinho Catana e este, durante as saídas precárias da cadeia da Ribeirinha devido ao bom comportamento, visitava os familiares. Conforme o depoimento de uma neta de Nininha, “senti os gritos da minha avó que morava na rua em frente ao hospital e fui ver o que se passava”. Diz que encontrou Zezinho Catana com a avó ao colo e perguntou-lhe o que tinha acontecido e este respondeu: “A Nininha sentiu-se mal ao fumar erva no seu cachimbo e vou levá-la ao Hospital”. A neta diz que não desconfiou e mandou o indivíduo levar a avó ao Hospital enquanto que ia chamar outros familiares. Mas no caminho, cruzou-se com uma vizinha que lhe disse que estava a ouvir a Nininha a gritar e a pedir por socorro dentro de casa. Quando os familiares chegaram ao banco de urgência do HBS a Nininha estava sozinha e foram informados pelo pessoal médico que ela tinha sido violada. De acordo com os familiares, Catana foi detido e, mais uma vez, confessou o crime. A Nininha faleceu em 2012 de morte natural aos 95 anos de idade, mas os familiares não têm dúvidas que o “Zezinho pretendia matar a minha avó para encobrir o seu crime. Se não tivesse aparecido, ele teria sumido com ela”.

 

Não foi julgado pela violação

A nossa investigação mostra que Catana não foi julgado por este crime. Os familiares dizem que apresentaram queixa, que foram ouvidos pelo Ministério Público, mas não foi realizado nenhum julgamento. O que apurámos é que ao violador foram suspensas as licenças precárias e cumpriu o resto da pena de 19 anos de cadeia que estava a cumprir e saiu em 2009. Mas não deveria ser julgado pelo crime de violação? Porque é que o processo não chegou ao Tribunal? O NN não conseguiu apurar o desfecho que teve a denúncia e a confissão de Catana que violou uma mulher de 93 anos. Nininha faleceu em 2012 de morte natural aos 95 anos de idade, mas os familiares não têm dúvidas que o “Zezinho pretendia matar a minha avó para encobrir o seu crime. Se não tivesse aparecido, ele teria sumido com ela”.

Um crime sem castigo envolto em mistério.

 

  1. Terramoto Ciclone

    O zezinho Catana foi condenado a 25 anos de prisão certo?
    Ora bem … quando se trata de concursos de crimes a soma das penas de todos os crimes não pode exceder 25 anos segundo a lei vigente em CV. Por questões de pena efectiva um crime a mais parece irrelevante visto que esta sujeito a cumprir a pena máxima… Este crime pode ser então relevante por questões de indemnização… mas como pode alguém com o perfil de Zezinho catana pagar uma indemnização e cumprir 25 anos de prisão?

  2. Investigador

    Às vezes (na maioria das vezes, para ser mais sincero) fico impressionado com o tratamento que o NN dá a esse tipo de acontecimento. O caso não foi julgado, mas o jornalista afirma que Zezinho Catana violou a idosa. O jornal chegou a falar com algum médico que pudesse confirmar a informação dos familiares? Não. Então, porque conclui que isso é um facto e, pimba, condena o homem? Ninguém está aqui a defender o Catana, apenas a realçar falhas constantes que o NN comete nesse tipo de notícias.

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