Perdeu a família por causa do consumo de álcool

30/04/2014 00:03 - Modificado em 29/04/2014 23:43

alcool2O consumo excessivo do álcool é um dos problemas sociais que acarreta numerosas dificuldades à sociedade e, consequentemente, às famílias que lidam diariamente com o alcoolismo.

 

O alcoolismo é um mal que destrói famílias, é responsável por frequentes acidentes, suicídios e problemas de saúde. O número de dependentes é cada vez maior. A maioria das pessoas està de acordo com este que è este o cenário provocado pelo uso excessivo do álcool .O problema reside em muda-lo.

 

Apesar da maior parte das pessoas saber que a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas tem efeitos graves é cada vez maior o número de ocorrências, causas de acidentes evitáveis e mortes no trânsito, actos de vandalismo, de absenteísmo no trabalho, de destruição de famílias.

Retrato de muitas famílias que convivem com o drama do alcoolismo

Soraia Silv revela que : “desde criança que cresci no meio do alcoolismo. O meu pai chegava bêbado a casa todos os dias. Não sei o que fazer para ajudá-lo. A minha mãe separou-se dele porque já não aguentava mais a situação. Todos os dia embriagado, provocando discussões em casa, perturbando toda a vizinhança. É triste para mim viver nestas condições e não saber o que fazer. Acho que deveriam proibir a comercialização do álcool”.

Maniz, 42 anos, fuma e consome o álcool desde os 16 anos. Diz que o alcoolismo foi o motivo da sua separação: “quando bebia fazia muitos disparates e arranjava confusões. “Já tentei várias vezes deixar de fumar e beber, mas não consegui”. Maniz perdeu a família e agora vive sozinho com as consequências do alcoolismo.

Cecília do Rosário, 32 anos, mãe de duas filhas menores que vivem com o pai, diz que não tem trabalho: “às vezes lavo roupas em casa de pessoas, o dinheiro não dá para nada. Quando me sinto sozinha e desnorteada, tomo um “caquim” para descontrair mas, às vezes, perco o controlo”.

Caso de superação

Albertino diz que há um ano que deixou de beber. “Bebia muito e não conseguia parar, batia na minha mulher e não cuidava dos meus filhos, só pensava em beber. O álcool destruiu a minha vida. Quase que perdia um perna num acidente de moto, quando conduzia bêbado. Passei por situações muito difíceis e fiz um exame de consciência e prometi que nunca mais beberia”.

 

  1. Carlos Fortes

    Uma verdadeira catástrofe está à nossa espera. Brevemente as pensões, os salários, etc,etc, nao poderão ser pagos pelo menos a tempo com as suas desastrosas consequencias financeiras e sociais.
    Muitos nao poderão cumprir as suas obrigações perante os bancos pois o espirito de grandeza do caboverdiano fez-lhe perder toda a noção das suas possibilidades e capacidades. Nas ultimas décadas passamos a viver num mundo virtual que lentamente vai passando a ser um mundo real. A nossa ousadia é tao grande que atrevemos a dizer: Cabo Verde caminha bem. Portugal, Espanha e outros países da Europa estao fustigados pela crise mas nós aqui na “Tapadinha” nao sabemos o que é crise. Lentamente chegou a hora de acordar e infelizmente nao será tao sereno este despertar.
    Muitos vao perder os seus jobs e com eles o seu estatuto social e atendendo o nosso super ego, nós os homens em especial, resta-nos fugir à dura realidade recorrendo ao grogue que é mais barato, tambem mais destruidor e a droga.

  2. revoltado ku alcool

    pois é alcool e tabaco é classificado como droga e alcoólatra e fumante classificado como doentes mas ao mesmo tempo é aceitavel e despresavel e pa ka mata na cabo verde interro nem ka tem um lugar pa cuida de doentes em condições. e td dia nu ta odja pessoas ki nu ta ama ta perde na alcool e na depreson, abandono e morte.

    forte triste.

    pamodi?

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