CCSL acusa: Greve Geral adiada por causa de intimidações do Governo e do Patronato

29/04/2014 07:34 - Modificado em 29/04/2014 07:34

greve advogadosA greve geral marcada para os dias 29 e 30 de Abri e ainda a manifestação do dia 1 de Maio foram adiadas e ainda sem data. E na base do adiamento, segundo José Manuel Vaz, presidente da Confederação Cabo-Verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), estão intimidações do Governo e do patronato aos trabalhadores.

 

Diz que o Governo conseguiu dividir a classe trabalhadora, os sindicatos e as centrais sindicais. E que devido a esta divisão, não estão reunidas as condições democráticas para continuarem com a greve. Isto porque, como revela, assistiu-se a deslocações em massa dos membros do Governo a quase todas as ilhas para reuniões com trabalhadores de diversos sectores de actividade, “ameaçando-os e intimidando-os com despedimentos, lançando o pânico e o sentimento de medo generalizado e de insegurança no trabalho”.

 

No mesmo mote acusa o patronato de intimidar os trabalhadores com despedimentos se estes aderirem à greve. E para Manuel Vaz, isto é gravíssimo num Estado democrático”.

 

“A CCSL, após análise aprofundada e contínua de fenómenos de suborno e corrupção sindical, decidiu pelo adiamento da greve geral e da manifestação”, sublinhou o presidente. Manuel Vaz afirmou que foi com estranheza que a CCLS “tomou conhecimento de fenómenos anormais durante os encontros e reuniões de trabalho com a outra central sindical que estava, paralelamente, a negociar com o Governo o processo de doação de edifícios do Estado na Cidade da Praia e no Mindelo em proveito próprio”, afirmou o sindicalista.

 

Entre as reivindicações da CCLS estão a suspensão do Código Laboral, aumentos salariais de cinco por cento, criação do subsídio de desemprego, pagamento de subsídios diversos, aprovação dos Estatutos de Carreira, grelha salarial, devolução de impostos e a integração no quadro dos funcionários públicos com mais de cinco anos de serviço. E destas, afirmou José Manuel Vaz, só a revisão do Código Laboral e a criação do subsídio de desemprego estão em discussão na Comissão Tripartida.

 

  1. Já sabia que essa greve não ia dar certo, por várias razões:
    1º A luta pertence a todos os sindicatos.
    A 2º A CCSL não devia marcar a data da greve sem negociações com outros sindicatos
    3º Âs divergências existentes entre os sindicatos vão penalizar mais os trabalhadores
    4º De maneira como as coisas estão, mais cedo ou mais tarde haverá um retrocesso dos trabalhadores à nível da aderência na sua filiação sindical.
    todos os sindicatos deverão neste momento unir-se, e nada mais

  2. Carlos Silva - Ralão

    Poucos são os políticos que lutam pelo bem comum, interesse do país e/ou dos cidadãos, a maioria tem uma missão própria ou de grupo. Não é a toa que muitos entram sem nada, e quando saem, são donos de empresas poderosas que ficam com ligações centenárias com os governos vindouros, é só vermos que quando um governo cai, os ex governantes ocupam cargos de direção e administração em empresas chaves no ramo privado, empresas estas que ficam beneficiando de negociatas, adjudicação de projetos (muitas

  3. verdade

    a verdade é só uma: a greve não pegou porque a ccsl não tem estrutura para SOZINHA organizar nada. esta é a verdade e as desculpas ridículas mostram simplesmente que os lideres da ccsl não têm noção da realidade.NÃO VIVEM NESTE MUNDO.

  4. Ucla

    Este Ze Manel Vaz queria ficar na história do sindicalismo. Se desaparecer da actividade sindical fazia um grande favor aos trabalhadores cabo-verdianos. Ninguém mais acredita nele.

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