Falsificação de notas, burla e roubo vai a julgamento

29/04/2014 07:24 - Modificado em 29/04/2014 07:24

EscudosO cidadão guineense, Iero Bari, detido pela Polícia Judiciária por suspeita estar a falsificar notas e documentos e a burlar várias pessoas na ilha de São Vicente, o esquema de multiplicação de dinheiro, conhecido por golpes da Carta da Nigéria. O indivíduo chegou a cumprir pena por burla. Há um ano que cumpre prisão preventiva na Cadeia de São Vicente, após ser detido na posse de notas falsas no valor de 1030 contos cabo-verdianos.

 

O julgamento de Iero Bari será realizado pelo 2º Juízo Crime de Comarca de São Vicente. A audiência está marcada para o dia 13 Maio. O cidadão guineense foi detido em Março de 2012, a Polícia Judiciária deteve Iero Bari na zona da Ribeira Bote e, durante uma revista na sua viatura, foram encontradas notas falsas no valor de 1030 contos cabo-verdianos.

 

Presente ao 2º Juízo Crime, o juiz mandou soltar o homem por considerar que a PJ não respeitou os requisitos legais ao revistar a viatura do suspeito e ao apreender o suposto dinheiro falso sem dispor de um mandado judicial para efectuar a busca. E ainda, o magistrado sublinhou no seu despacho que o detido foi presente ao Tribunal fora do prazo legal e que não foi feita nenhuma análise laboratorial que comprovasse a falsidade das notas.

 

A PJ veio defender que não se tratou de uma detenção ilegal porque foram respeitados os requisitos previstos pelo artigo 10º da lei de segurança interna e prevenção. A verdade é que Bari esteve em liberdade durante um ano, até que o Ministério Público emitiu um mandado de captura a nível nacional para deter o cidadão. Detido pela PJ na cidade da Praia, o sujeito foi transferido para a ilha de São Vicente. Depois de realizar a audiência de interrogatório, o Primeiro Juízo Crime decidiu aplicar-lhe a medida de coacção mais grave, a prisão preventiva.

  1. antonia sousa

    Penso que a lei criminal precisa ser reelaborada para contemplar a legalidade dos meios de obtenção de provas por parte da polícia. Caso contrario somos obrigados a achar que o legislador hoje está a pensar em si próprio amanhã.

  2. Gomes Paulo

    Bom os juizes tem que analisar os casos de acordo com a lei, e a PJ tem que proceder utilizando meio legais e provas aceites de acordo com a lei, mas um extrangeiro considerado ja criminoso, ja vem cumprindo pena e agora aperece com 1030 contos suspeito que sejam falsos livre, juntos com nos cabo-verdianos trabalhadores???

  3. Irene Fontes

    Pois é. E quando reclamamos chamam-nos de racistas. Isso nunca sucedeu noutros tempos e certos individuos, que pensam ser mais espertos, trouxeram-nos esta praga.
    Reclamar contra essa gente não é racismo nem intolerância. Estes termos são de gente idiota que não vê um boi à frente.

  4. Vitú-Monte Sossego

    Pa mandjaco e badiu criminal, juizes de Soncentte tem de pô mão pesado nas penas. Culpa de governos ke tá tchá mandjaco entrá na Cabo Verde,

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