Escola Gregório Monteiro: salas de aula são usadas para fazer sexo

28/04/2014 07:43 - Modificado em 29/04/2014 00:45

IMG_3445Há casais que no período nocturno ameaçam o guarda, arrebentam as portas das salas para realizarem actos sexuais, deixando vestígios dentro das salas que, muitas vezes, são encontrados pelos próprios alunos”.

 

A escola Gregorio Monteiro , na Ribeira de Craquinha, São Vicente,é vitima de diversos problemas : assaltos, brigas entre grupos rivais, jovens sem ocupação que perturbam o funcionamento da escola, jogam, brigam no pátio, partem os vidros das salas, alunos e professores que são atingidos com vidros, pedras dentro das salas de aula, casais que aproveitam as salas no período nocturno para fazerem sexo.

 

Medo e insegurança

 

Patrick, aluno do quarto ano, afirma que “muitas vezes, fico com medo de estar dentro da sala de aula porque, outros colegas já foram feridos com vidros dentro da sala se aula”

 

Segundo o professor Pedro, “todas as pessoas que quiserem, podem entrar na escola, o muro é bastante baixo, o que permite o acesso fácil das pessoas estranhas à escola. Eu e os meus alunos fomos atingidos com estilhaços de vidros dentro da sala. Os vidros já foram colocados de novo várias vezes, estamos numa situação mesmo “caricata” em termos de segurança. A qualquer momento podemos ser atingidos com pedras, vidros e bolas vindos da rua e até mesmo do pátio onde os jovens aproveitam para vandalizar a escola”.

 

Cecília, encarregada de educação diz que “a escola não está segura. Fico preocupada, quando deixo a minha filha na escola porque os alunos não estão seguros nem mesmo dentro da própria sala de aula. Para poder ficar menos preocupada, ofereci um telemóvel à minha filha, mas o mesmo foi roubado por rapazes que estavam à volta da escola. Na qualidade de mãe, não há como estar despreocupada sabendo que não há segurança na escola e que, a qualquer momento, os nossos filhos podem ser vítimas destas situações”.

 

Sem guarda

Sabe-se que o guarda diurno reformou-se e, desde essa data, a escola não tem nenhum funcionário que garanta a segurança da mesma e segundo o director Daniel Alves, o período diurno é o momento em que se registam maiores problemas.

 

Daniel Alves afirma que “há casais que no período nocturno ameaçam o guarda, arrebentam as portas das salas para realizarem actos sexuais, deixando vestígios dentro das salas que, muitas vezes, são encontrados pelos próprios alunos”.

 

Os assaltos à escola são frequentes, daí a desactivação do horto escolar, no entanto, a comunidade deita sacos de lixo dentro do recinto escolar e atrás dos muros da escola, constituindo um perigo para a saúde pública.

 

Medidas de segurança

 

O director Daniel Alves, também se sente angustiado e preocupado com a situação que se vive na escola. “Temos um pequeno muro de fácil acesso, onde muitas pessoas aproveitam para entrarem e praticarem actos de vandalismo, pulam o muro, perturbam o funcionamento da escola. Até os nossos alunos, em vez de entrarem pela porta, saltam a parede”.

 

O director diz que muito já se fez para solucionar o problema. “Foi elaborado pela a própria escola, um projecto de vedação da mesma e entregue a diferentes empresas nacionais e internacionais no intuito de oferecer melhores condições de segurança para os alunos, professores e funcionários da escola e contribuir para minimizar a preocupação dos pais”.

 

Segundo o director, o Ministério da Educação tem conhecimento dos problemas enfrentados pela escola. “Inclusivamente professores, associação de pais, encarregados de educação e funcionários da escola entregaram um abaixo-assinado e nunca tiveram qualquer resposta”.

 

“Para uma melhor segurança dos alunos, foram colocados, diversas vezes, cadeados na porta onde há maior circulação de alunos e veículos, mas estes foram roubados ou destruídos por delinquentes”, adianta o director.

 

Dados os problemas sociais da zona e para além do projecto Escola Segura, a escola tem tido um grande apoio da Polícia Nacional. Mesmo quando há comemorações e festas, é garantido o policiamento a fim de proteger a segurança da comunidade escolar e evitar que delinquentes perturbem o convívio.

 

Questionado sobre a situação de insegurança na escola, o Delegado de Educação, Anildo Monteiro avança que “a segurança das próprias escolas é também da responsabilidade da comunidade onde a escola se encontra inserida”. O mesmo afirma que “não se deve responsabilizar o ministério pelas situações causadas pela sociedade, tais como, as de jovens desocupados que invadem a escola para actos de vandalismo.

 

O Delegado afirma que diferentes escolas são vítimas de problemas de segurança e reconhece que a situação da escola da Ribeira de Craquinha é mais complexa e que para minimizar está em curso um processo de recrutamento de um novo guarda”.

 

“O muro tem cerca de 1 m 20 cm de altura, não podemos ter uma escola vedada, fechada como se fosse uma cadeia”. A segurança das escolas não se resume em colocar muros de vedação, porque mesmo os pólos com muros mais altos são alvos de assaltos constantes.

 

No entender do Delegado, “é necessário fazer um trabalho de sensibilização em conjunto, onde tudo aquilo que é um bem público seja preservado por todos”.

 

Corrigido as 0.24 m

  1. Malaguitinha

    O artigo deveria mencionar a zona onde fica a escola. Eu e, se calhar muitos outros leitores, não fazemos a mínima ideia onde ela fica.

  2. ig

    Ao menos o local onde fica a escola… pqp

  3. Jorge Barbosa

    Andam a brincar? O Ministério da Educação é que tem responsabilidade do Edifício. Claramente que a comunidade local poderá ter alguma intervenção, mas a responsabilidade é do Ministério, do delegado e do director da escola.
    Então nos casos de gangs, a policia, o governo não tem responsabilidades?
    Como a maioria dos cargos de directoria estão afiliados aos partidos politícos, não há atribuição de responsabilidades á ninguem. Este´é um dos grandes problemas do nosso Cabo Verde a impunidade…

  4. Geronimo

    Fico triste com as intervenções do Delegado de educação escolar de SV.
    Aconselho a lutar pelo direito da comunidade e não tentar remediar ( ou tapar o sol com uma peneira) quando afirma que “não se deve responsabilizar o ministério pelas situações causadas pela sociedade, tais como, as de jovens desocupados que invadem a escola para actos de vandalismo.
    Estranho porque esse problema não passa no telejornal da TCV. Agradeço ao NN pela ousadia de informar o povo.
    Aguardo sugestões dos leitores.

  5. Montecara

    O Sr delegado pelas palavras proferidas nessa entrevista nao tem capacidade para desempenhar essa funçao infelismente.Entendo que em cabo verde mas concretamente falando desse zona em questao existe muita falta de civismo por parte dos moradores mas tentar fugir da Tua responsabilidade com essa desculpa nao resolve o problema .Se nao tens soluçao assume que nao tem capacidade e demite-se.

  6. Montecara

    Malaguitinha,da proxima vez tente ler a noticia do inicio que ficaras melhor infirmado/a antes de comentar.Ja agora a escola Chama-se Gregorio Monteiro e fica situada na zona de ribeira de craquinha em sao vicente.Satisfeito/a?

  7. Mindelense

    É claro que é da responsabilidade da direção de uma escola e do Ministério de Educação na manutenção e preservação dos respetivos edifícios, mas culpa-los de estes estarem sendo destruídos pelos cidadãos não é justo. Que eu saiba em nenhuma escola do pais e do mundo lecionam disciplinas para ensinamento de atos de vandalismo, terrorismo, assalto, guerra de gangs, etc…, Porquê não culpar os pais destas crianças e indivíduos que os largaram no mundo sem educar, dar carinho, amor, impor regras…

  8. Grishnack

    Malagueta e IG, leram o artigo com atenção? Escola Gregório Monteiro, na Ribeira de Craquinha, São Vicente!!!!!!!!!!!!

  9. JOão Lima

    A responsabilidade de cuidar do património de um país é da sua população. Entretanto, lá onde a população falha, o governo TEM DE intervir. Uma situação anormal que precisa de solução urgente.Se o Delegado não se considera parte da solução então ele é parte do problema. Cabo Verde precisa de profissionais que assumem o papel correspondente ao seu estatuto. Não nos importa ter segurança no dia de festas, nos dias em que estão presentes os “famosos” para deixar os alunos e prof.desprotegidos sp.

  10. Kelly

    Essa populacão de S.Vicente, cà tem nem RESPEITO NEM CIVILIZACÃO!!!! TRISTEZA…

  11. Atento

    Oh maleguetinha és bastante distraído ah!!!!! cuidado aí, da próxima preste mais atenção ok? que menino distraído meu Deus….. ainda bem que puseste ai um pseudonimo.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.