Pastor assassinado: Um mistério que a PJ continua por desvendar

28/04/2014 07:37 - Modificado em 28/04/2014 07:37
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pastorQuem matou Manuel? Qual o motivo da morte do pastor? Estas duas perguntas, por enquanto, não têm resposta. Familiares e amigos não entendem como aconteceu e muito menos porque aconteceu. A PJ ficou com a tarefa de esclarecer o mistério, mas volvidos dois meses, a única certeza que a autoridade criminal tem do caso, é que o pastor foi assassinado num terreno baldio e o autor está a monte.

 

Manuel Lima dos Santos de 28 anos foi encontrado sem vida num terreno baldio nas imediações da lixeira de São Vicente, no dia 10 de Fevereiro. O pastor foi morto com tiros na cabeça, cujos indícios apontam ser de uma caçadeira ou pistola “boca bedjo”. O assassinato de Manuel surpreendeu os familiares e amigos que continuam a não encontrar razões para o que se passou.

 

Os amigos e familiares afirmam que o motivo da morte do pastor, quando este vinha da faina, é um mistério que merece esclarecimento. A família da vítima diz estar à espera da conclusão da investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária para saber o que se passou.

 

Investigação

 

O Departamento da Polícia Judiciária descarta a hipótese de roubo de animais. Mas, num caso sem homicídio confesso, a PJ trabalha com vários cenários, inclusive que Manuel estava no lugar errado, à hora errada. E, assim, a autoridade criminal tem um assassinato por esclarecer.

 

A PJ assegura que “se trata de um caso que está sob investigação para que os factos sejam esclarecidos. As diligências para a descoberta da verdade estão a ser feitas ao detalhe, isto para que quem cometeu o crime seja capturado e esclareça os meandros do homicídio”.

 

Trabalhador

 

Natural da localidade de Chã D´Norte, concelho do Porto Novo, Santo Antão, Manuel veio viver para a ilha de São Vicente. O mesmo residia na zona da Ribeira de Julião e há mais de cinco anos que trabalhava com o Talho Pimenta & Verduras.

 

No dia em que foi encontrado sem vida, Manuel tinha saído para mais um dia de trabalho: sempre que necessário, de manhã, antes das oito horas levava as cabras para os campos de pastagem e regressava por volta das 12h30min.

 

Perfil

 

De acordo com os patrões e colegas de trabalho, “Manuel era um homem bom que gostava de viver e trabalhar. Ele cumpria todas as funções que lhe eram delegadas e a prova disso foi no dia em que o mataram. Saiu para levar os animais para o campo, mas não regressou aos estaleiros porque tinha sido assassinado. A forma como ele morreu foi um choque para a nossa comunidade, porque dava-se bem com as pessoas e gostava de respeitar o próximo”.

 

Moradores da Ribeira de Julião e familiares asseguram não terem conhecimento de casos de desavença com que Manuel tivesse envolvimento, porque era uma pessoa que não tinha problemas com o consumo do álcool e que valorizava a paz e o sossego.

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