“Abril, Sonhos Mil”: Ciclo documental dedicado ao 25 de Abril

25/04/2014 08:16 - Modificado em 25/04/2014 08:16
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PenelpeO 25 de Abril de 1974, foi o início de uma nova era não só para o povo português como também para todas as colónias portuguesas, sobretudo, as africanas. Em Cabo Verde também se registaram repercussões uma vez que o arquipélago foi governado durante muito tempo pelos portugueses.

 

Em comemoração dos 40 anos do 25 de Abril, o Centro Cultural do Mindelo organizou de 21 a 25 deste mês um ciclo documental de filmes que retrata as vivências do povo português e das suas colónias durante essa época.

 

O objectivo do ciclo documental é perceber, mostrar à sociedade mindelense a estreita proximidade entre os portugueses e os cabo-verdianos, ”apesar das dificuldades de relação entre os mesmos, somos irmão em sofrimento” e deixar cair alguns dogmas que ainda existem em relação aos portugueses”.

 

Penélpe de Melo, produtora do evento, conta ao NN que “este ciclo é importante, uma vez que estamos na semana em que comemoramos os 40 anos do 25 de Abril. Realmente uma data que não pode nem deve ficar esquecida, principalmente para as gerações mais novas que não estiveram presentes. A obrigação é a de lhes mostrar através de filmes, aquilo que aconteceu e que teve repercussões também em Cabo Verde”.

 

A programação feita tenta exactamente fazer uma passagem pelo antes 25 de Abril, como é que o mundo era até essa data, a guerra, o colonialismo, o momento que marca a revolução dos cravos e o que aconteceu à sociedade até aos dias de hoje.

 

A produtora faz uma análise do evento: “tem sido muito interessante. Para além da exibição, temos um espaço para debate cívico em que as pessoas podem dar a própria opinião, fazer perguntas acerca deste acontecimento histórico”.

 

Penélpe de Melo ressalta que apesar dos filmes serem recentes e escolhidos com todo o cuidado cinematográfico, houve fraca aderência do público. “Pelo tema em si achamos que as pessoas deveriam participar para poderem perceber melhor os tais dogmas que ainda existem”.

 

“Foi uma oportunidade que os que não foram ver os filmes de actualidade perderam. Numa era em que muitos reclamam da inexistência do cinema no Mindelo, as pessoas não se sentem atraídas, não aproveitam quando há exibições de filmes independentemente do tema para verem no cinema”, lamenta a produtora.

 

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