Gravidez nas escolas: MED preocupado com casos que constituem abuso sexual de menor

24/04/2014 00:14 - Modificado em 24/04/2014 00:14

gravidezA Ministra da Educação e Desporto, Fernanda Marques, assegurou que a família deve ser a primeira responsável pela gravidez nas escolas, realçando que o Governo tem feito a sua parte em relação a essa questão. A Ministra sublinhou que há casos de gravidezes em que há uma necessidade de intervenção das autoridades criminais pois, dada a idade do pai da criança, o seu envolvimento com a mãe menor constituiu crime, na medida que se trata de uma violação.

 

Durante o acto comemorativo do Dia do Professor, a Ministra da Educação e Desporto, Fernanda Marques abordou a questão das alunas grávidas nas escolas de Cabo Verde. A Ministra deu um puxão de orelhas às famílias que não exercem o seu papel na educação dos filhos. A preocupação de Fernanda Marques estende-se aos casos de gravidez resultantes de envolvimento de adultos com adolescentes e que constituem um crime de abuso sexual de menor.

 

“Os pais das crianças, na maior parte dos casos, são homens mais velhos, muitos deles com responsabilidades familiares já afirmadas, por isso, se viermos a analisar as idades das meninas grávidas, nem sequer estamos a falar de actividade sexual, estamos a falar de violação”.

 

Família

 

De acordo com a Ministra, nos últimos anos, o Governo de Cabo Verde tem investido na área da sexualidade. Os dados apontam que a gravidez surge com um sinal visível de que a sexualidade inicia hoje antes dos 18 anos. A Ministra acrescentou que em todas as escolas do ensino secundário existe um Gabinete de Orientação Escolar e Profissional que fala desse tema com os alunos.

 

“A gravidez nas escolas secundárias está na ordem dos 0,3 a 1%, mas não é uma questão única do Ministério da Educação e Desporto, é uma questão também da instituição primeira que é a família”, frisou Fernanda Marques.

 

Prevenção

 

Segundo Fernanda Marques, o Ministério sob a sua tutela continua a desenvolver o seu trabalho mas quer que seja partilhado com a família que, na sua opinião, deve estar ao lado da escola e assumir a responsabilidade na educação. A governanta concluiu dizendo que “a questão da sexualidade não é só gravidez, porque se existe uma gravidez, é sinal aberto de que existe uma sexualidade não protegida e, com isso, estamos a falar de Doenças Sexualmente Transmissíveis com o HIV / Sida à cabeça”.

 

  1. Andrea Fortes

    Se eu estiver enganado que me corrigam por favor. Mas nao foi o próprio governo a defender a gravidez nas escolas dando todas as facilidades às jovens engravidadas de prosseguirem os seus estudo?
    Nao foi o governo o primeiro a proclamar que “as crianças eram as flores da emigração”? Mas tambem nem tudo é culpa do governo ou das ideologias dos partidos politicos. E o homem, tambem as mulheres nao estavam à espera de mais nada para porem em pratica o cultivo máximo, desenfreado e irresponsavel dessas flores da revolução.
    E assim criou-se uma mentalidade que nao vai mudar. “Onde ê cum cmê dôs tâ cmê”. E é assim que vejo essas crianças gravidas passeando todas garbosas e exibindo a sua barriga, levando os seus filhos ao colo, vejo tambem essa mães, avós, bisavós e demais familiares todos vaidosos, radiantes, como se essas jovens tivessem practicado um acto heróico. Devo dizer que os homens/pais nunca os vejo. Estao quase sempre ausentes pois depositaram a sua esperma e portanto missão cumprida e agora a procura da próxima vitima.
    É uma ilusao pensar que a Escola vai combater esse flagelo. A família, o pilar da sociedade, rejeitou de há muito cumprir o seu dever, a sociedade mais permissiva que nunca deixou de exercer o seu papel,mais do que nunca a cultura da libido passou a ser a norma.
    Enfim até onde vamos parar com essa natalidade descontrolada e irresponsável!

  2. Elísio Semedo

    Infelizmente a gravidez passa a ser banal e a preocupação é sempre justa. Até este momento a nível geral não foi possível inverter a tendência. A responsabilidade continua a ser de todos e não se pode atirar injustamente sobre as famílias que também se encontram enfermas. Para combater o fenómeno é preciso entender as suas causas e a fragilidade familiar é uma das causas. É preciso ainda ter em conta que muitas famílias cuidam dos seus filhos mas não têm capacidade para o controlo e orientação total. O contexto social extra familiar condiciona, a política do governo condiciona, a própria postura das adolescentes também condiciona, a própria matéria curricular ministrada condiciona. Por outras palavras, sempre temos uma faca de dois gumes. De entre outros exemplos, a reacção depende dos estímulos e de combinação dos factores concorrentes. De há muito que venho reflectindo sobre o que está por trás desse fenómeno. De entre todas as possíveis causas, uma das principais é a ausência do controlo social que deixa de existir. É a anomia social. Nas pequenas sociedades e nas pequenas comunidades é fácil controlar e neutralizar as «tentações» para os desvios sociais. Por conseguinte, precisamos de um debate sério sobre como educar neste novo mundo. Já não somos pequenos e precisamos de outros instrumentos educativos que não sejam os de outrora. E mais poderia dizer mas deixo aqui apenas o sinal da minha preocupação. Elísio Semedo

  3. Lili de Paula-Olanda

    Vissarada dés menininha nova!!!

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