Professores exigem direitos adquiridos

24/04/2014 00:00 - Modificado em 23/04/2014 23:55
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professor23 de Abril dia do professor. Data de todos os que têm a responsabilidade de ensinar e educar, dia de reflexão para os que desempenham esta profissão com dedicação e entusiasmo.

 

Muitos aproveitam este dia para fazerem os seus desabafos e exigirem os direitos adquiridos.

 

Artemísia Lopes adianta que após “10 anos a leccionar, aguardo a minha reclassificação há muito tempo apesar de ainda não ter direito à progressão. Em 2010 dei entrada dos meus documentos ao Ministério da Educação e só agora, em Janeiro de 2014, consegui assinar a reformulação do contrato que, entretanto, ainda não consta do BO. Eu e muitos outros colegas encontramo-nos nesta situação”.

 

Sandra Pinheiro que tem 13 anos de trabalho como professora, lamenta que “gostaria de ver mudanças no que toca ao processo de reclassificação e progressão. Um professor trabalha durante vários anos e não vê os direitos adquiridos a evolverem-se.”

 

“O circuito por que passa o processo é bastante penoso, o que é devido aos professores não é dado na devida altura. Seis a sete anos a trabalhar numa reclassificação, numa progressão que deveria ser automática e que não saía. O Ministério tem a documentação a dizer quando é que o professor começou a trabalhar como quadro”.

 

A professora apresenta um outro problema que é o da revisão curricular: “um dos maiores problemas da revisão curricular é a comunicação entre as escolas que experimentam o programa e a unidade do desenvolvimento curricular e o próprio Ministério da Educação.

 

“Há 4 anos que estou à espera de uma reclassificação e só vivo de esperanças e promessas por parte do Ministério da Educação, um processo lento que contribui para a desmotivação da classe, sem falar da devolução do IUR e de muitos colegas que estão em situações piores e que aguardam há mais tempo”, afirma a professora Eugénia.

 

No seio dos professores, é notável a preocupação quanto à morosidade dos processos de reclassificação, dos subsídios pela não redução da carga horária, das progressões na carreira, da devolução do Imposto Único sobre o Rendimento e da revisão dos estatutos do pessoal docente, entre outros.

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