Crime no Príncipe das Marés: Bonifácio vai explicar a razão pela qual matou o marinheiro marroquino

22/04/2014 07:37 - Modificado em 22/04/2014 07:37
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Principe das MaresO Ministério Público deduziu a acusação contra o cidadão Bonifácio Rocha que matou um cidadão marroquino, Noureddine Naciri, e feriu dois colegas, a bordo do barco de pesca português, “Príncipe das Marés”. O indivíduo que era cozinheiro nessa embarcação, está indiciado da prática dos crimes de homicídio e ofensas corporais. Bonifácio que cumpre prisão preventiva na Cadeia de São Vicente terá de explicar ao Tribunal a razão pela qual cometeu os crimes, após alegar perturbações mentais durante o interrogatório.

 

O processo de instrução do caso do cidadão Noureddine Naciri, assassinado a bordo do barco de pesca “Príncipe das Marés”, foi concluído pelo Ministério Público. O processo-crime foi entregue ao Juízo Crime da Comarca de São Vicente que se encontra a ultimar os preparativos para a realização da audiência de julgamento.

 

Os factos ocorreram no dia 12 de Outubro de 2013, quando a tripulação do “Príncipe das Marés” se encontrava em mais um dia de faina, a cerca de 500 milhas da zona sul da ilha do Fogo. Bonifácio Rocha, 45 anos, natural da ilha de São Vicente e que trabalhava como cozinheiro na embarcação, matou à facada um cidadão marroquino de 45 anos e feriu dois colegas.

 

Homicídio

 

O arguido do processo que está detido em prisão preventiva na Cadeia de São Vicente, vai ser confrontado pelo juiz acerca das circunstâncias que o levaram a assassinar um colega de trabalho e a ferir mais dois tripulantes do barco de pesca “Príncipe das Marés”. Bonifácio matou Naciri com uma facada no lado direito do peito e que lhe atingiu o pulmão.

 

Recorde-se que durante o interrogatório efectuado pelo Juízo Crime aquando da sua detenção, Bonifácio alegou que no momento da ocorrência, por razões psíquicas, estava a ter alucinações: a ver imagens de pessoas a atacá-lo. E, por isso, ao defender-se dessas imagens, agrediu uma pessoa sem se aperceber de quem se tratava e em que circunstâncias”.

 

Bonifácio Rocha explicou que só veio a aperceber-se da situação quando o imobilizaram no convés e foi informado pelos colegas que tinha assassinado um tripulante da embarcação.

 

Provas

 

Com a conclusão do processo de investigação, resta agora esperar pelo julgamento para se apurar o móbil deste crime que deixou em estado de choque não só a sociedade cabo-verdiana como também os familiares e conhecidos do marinheiro marroquino que vivia na cidade de Marin, na Galiza, em Espanha.

 

De realçar que o acusado incorre numa pena de prisão entre 15 a 25 anos se o Tribunal der como provados os factos e imputar-lhe a prática de um crime de homicídio agravado. Mas, se o Tribunal recolher dados que confirmem a tese de perturbações mentais, o homem será sujeito a um regime de medida de segurança: o internamento.

 

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