Polícias perseguidos e mortos por supostos colegas

27/06/2012 03:37 - Modificado em 27/06/2012 03:37
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Três agentes da polícia federal mexicana que investigavam a ligação de colegas ao crime organizado foram perseguidos e mortos à queima-roupa segunda-feira em pleno aeroporto internacional de Ciudad de México, a capital do país, à frente de grande número de passageiros e funcionários. Os assassinos são supostamente colegas dos agentes assassinados, pois várias testemunhas relataram que tanto os criminosos quanto as vítimas usavam o mesmo uniforme.

 

A execução dos três agentes federais provocou enorme pânico no Terminal 2 do aeroporto, usado pelos passageiros, entre outras, da maior companhia aérea mexicana, a Aeroméxico. Sem entenderem ao certo o que estava a acontecer, os passageiros e funcionários de companhias aéreas que estavam nos corredores e na sala de espera do gigantesco aeroporto correram desesperados para todos os lados, tentando proteger-se dos tiros.

Segundo testemunhas, os agentes mortos nem tiveram tempo de sacar as suas armas para se defenderem. Seguidos pelos assassinos fardados, eles a certa altura foram rodeados pelo numeroso grupo de criminosos e, a partir daí, cenas incomcebíveis deixaram atónitos e apavorados todos que assistiam.

Depois de uma breve discussão, um dos agentes que morreu foi brutalmente jogado ao chão e alvejado à queima-roupa. Os outros dois foram logo em seguida crivados de balas pelos assassinos, que continuaram a disparar mesmo quando já corriam para deixar o local.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou em comunicado que três agentes federais tinham sido executados e que eles investigavam polícias e seguranças corruptos que se tinham aliado a poderosos traficantes de droga para facilitarem o tráfico e outros crimes nas instalações do aeroporto. Mas o comunicado não citava que os assassinos usavam a mesma farda das vítimas e que poderiam igualmente ser membros da corporação.

 

 

 

 

cm.pt

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