Superministério financeiro na UE

27/06/2012 03:27 - Modificado em 27/06/2012 03:27
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A União Europeia propôs ontem um ambicioso roteiro para a integração fiscal, bancária e orçamental dos 27, que inclui, entre outros pontos, a criação de um supervisor bancário único, a emissão de dívida conjunta e a criação de um superministério europeu das Finanças, com poder para corrigir os orçamentos nacionais e limitar a emissão de dívida pública.

 

As propostas, que serão analisadas pelos líderes europeus na cimeira de amanhã e depois em Bruxelas, constam de um documento de sete páginas elaborado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

O plano, que deverá ser posto em prática “na próxima década”, visa mostrar “a irreversibilidade do euro e avançar para uma união bancária e orçamental que gere confiança nos mercados e trave a crise da dívida”.

“Para garantir a estabilidade e o crescimento da Zona Euro, os Estados-membros têm de agir e coordenar [as suas acções] de acordo com regras comuns”, afirma o documento, que conta com o apoio da Espanha, França e Itália. O roteiro prevê que Bruxelas passe, na prática, a ter maior poder sobre a definição dos orçamentos dos Estados–membros, que assim abdicam da soberania orçamental.

É ainda proposta a criação de um fundo de garantia de depósitos para evitar a corrida aos bancos em caso de instabilidade.

O ponto mais polémico do documento é, porém, a proposta de emissão, “a médio prazo”, de títulos de dívida conjunta. Ainda ontem, a chanceler alemã Angela Merkel deixou bem claro que não haverá eurobonds “enquanto for viva”.

ALIADO DE MERKEL NÃO QUER CHIPRE À FRENTE DA UE

Um importante aliado da chanceler alemã Angela Merkel manifestou-se ontem contra a entrega da presidência rotativa da UE ao Chipre no próximo dia 1 de Julho. “É inaceitável que um país que foi obrigado a pedir um resgate assuma a presidência do Conselho Europeu. Como é que o país pode gerir a crise do euro se está ele próprio em crise?”, questionou Kurt Lauk, que lidera o grupo de conselheiros económicos da CDU. O resgate de Chipre, note-se, poderá atingir os dez mil milhões de euros, mais de metade do PIB cipriota (17,3 mil milhões de euros).

 

 

 

 

cm.pt

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