Pintura de fachadas de prédios na Rua de Lisboa: Ao gosto do freguês

17/04/2014 07:48 - Modificado em 17/04/2014 07:48

COOKIE2As cores azul, branco, verde, vermelho e preto pintadas na fachada do prédio da Farmácia Higiene, Dantas e Dantas e da Hortocarne, tem sido motivo de muita contestação por parte dos mindelenses e dos próprios proprietários. O prédio pertence a três donos e situa-se no centro da cidade, na rua de Lisboa à frente do Palácio, uma referência do centro histórico do Mindelo. Mas cada um pinta a sua parte da cor que lhe “dá na gana”.  o prédio virou um autêntico “ tutti frutti”.

 

Amílcar Lopes, proprietário da Hortocarne, defende que “a cor vermelha significa a actividade que a empresa desenvolve que é a comercialização da carne, por isso, o mesmo afirma que a aplicação da tinta na fachada foi feita com a autorização da Câmara Municipal.

Orlando Dantas, proprietário do prédio Dantas e Dantas pintado de azul e branco, sustenta que “a cor aplicada no edifício foi uma escolha de preferência individual”.

Contudo, a responsável da Farmácia Higiene, Dr.ª Guadalupe Faustino, não quis prestar declarações.

Na opinião dos mindelenses, ouvidos pelo NN, as cores aplicadas nas fachadas dos prédios, “ferem a estética e a harmonia das cores na cidade”.

Suzana Santos, considera “um autêntico Carnaval a pintura do prédio”. Isto “só combina e muito bem, na época do Carnaval. “O proprietário não tem nenhuma noção de combinação de cores, ficou ‘aberrante’”.

Para Pedro Lima, “as cores ficariam bem nas zonas periférica, não no centro da cidade. Uma infeliz combinação de cores para um prédio dentro de uma cidade como Mindelo, ainda mais com a referência que o prédio conquistou no passado”.

Entendo a posição da Farmácia Higiene em não querer mudar a cor que sempre teve, porque por lei, as cores das farmácias devem ser branco ou verde. Quanto aos outros proprietários, acho que deveriam ter em conta que a farmácia não pode mudar para uma outra cor, ainda por cima, as que pintaram nos outros edifícios,” adianta Lídia Leite

Segundo Amílcar Lopes antes do início das referidas pinturas, as mesmas foram discutidas com os respectivos donos, mas não chegaram a nenhuma decisão unânime entre as partes envolvidas. O mesmo ainda afirma que lhe foi aplicado pela Câmara Municipal uma multa máxima de 100 mil escudos, mesmo sabendo que a mesma lhe tinha autorizado a pintura da fachada.

Rodrigo Rendall, Vereador do Planeamento Territorial, sublinha que “ no Código de Posturas Municipais , artigo 65 a pintura das fachadas os munícipes devem apresentar à equipa técnica propostas de cores para análise”.

Questionado sobre a autorização das pinturas, o mesmo adianta que “o objectivo é garantir a harmonia arquitectónica do conjunto, apesar do código de postura no seu artigo não ter tido uma fácil aplicação e cumprimento. Pensamos que é possível, através do diálogo permanente com os munícipes.

Os donos não chegaram a nenhum consenso, mas o proprietário da Hortocarne diz que mais adiante irá mudar a cor do edifício.

A resolução das questões relacionadas com a conservação das fachadas do centro histórico passa no sentido de repor algumas pinturas que põem em causa a estética.

O património da Câmara Municipal tem juntado esforços para que os projectos do centro histórico da cidade, sejam analisados no sentido de se preservar, valorizar e dinamizar o referido centro, diz o vereador do planeamento territorial da Câmara de São Vicente.

 

  1. Antes demais, na qualidade de proprietário da Hortocarnes, Lda. informo que estas não são nem nunca foram minhas declarações, em momento algum afirmei ter havido discussão das cores ou côr a ser aplicado ao prédio por que tal nunca aconteceu entre os proprietários ou CMSV, informo que trabalhei sob licenciamento da CMSV.
    A côr foi decidida depois de o prédio já ter sido mudado para a côr azul sem consenso de todos e sem autorização do Património quem fez a requalificação do Centro Histórico do Mindelo quem deveria ter esse poder.
    Concordo que o mesmo não está em harmonia, mas lembrem-se que a côr do prédio sempre foi VERDE PASTEL a côr que sempre deveríamos ter respeitado.
    Quanto ao AZULEJO colocado podem notar que somente nós recorremos a pedra indicada para paredes e que o restante se trata de mosaicos que normalmente servem para o chão.
    NUNCA DISSE QUE MUDARIA A CÔR DO EDIFICIO MAIS ADIANTE isso não é um assunto que resolvo quando me convier mas sim uma situação que todos os intervenientes e proprietários devem resolver, a coisa não anda pela minha vontade mas sim pela de todos.
    Afirmo nunca ter prestado tais declarações e as mesmas não correspondem a verdade, alguém quer deturpar a nossa posição quanto a questão em analise.
    Amílcar Lopes

  2. ivandro lima

    Isso é só para ver que a nossa cidade continua na sua rota de “txa kontcê”, porque não temos pessoas capacitadas na CMSV para criarem um grupo, que independentemente do IPC, consigam defender o que é nosso. Esses tipos de aberrações e falta de censo por parte de alguns, que a meu ver parece não quererem gastar dinheiro, embora exista uma norma que obriga os proprietários do centro e não só a pintarem os seus predios ou casas de 2 em 2 anos, e continua acontecendo coisas como essas.

  3. ivandro lima

    Desde quando só por ter uma cor institucional tenho de pintar o meu prédio ou mesmo o espaço interior a condizer coma mesma? Vamos lã pintar o edifício com uma cor só e valorizar a rua de Lisboa. Também já é tempo de começar a pensar em remodelar algumas varandas, ou não? Porque é uma vergonha e uma tristeza ter varandas clássicas aos pedaços ou que desapareceram e ninguém faz nada. VAMOS LAVAR E REMODELAR A CARA DA NOSSA CIDADE, MAS NÃO FAZENDO ABERRAÇÕES COMO A QUE VÃO FAZER NA ÉDEN PARQUE, OK!

  4. Eduardo Oliveira

    O prédio pertence a vàrios proprietàrios sem gosto nem vontade de consenso. Nem dà para discussão estéril na medida em que é a Câmara Municipal a zelar pela cor adequanda ao lugar. Ê para isso que foi eleito um Vareador do Patrimônio que tem a ùltima palavra. Seja como for, este azul é prova de mau gosto. Mesmo na periferia fere.

  5. Djê Guebara

    Que coisa tão estùpida ao ver este edificio històrico um patrimònio nacional com esta fachada de pintura.Eu recordo este edificio porque criei ali junto con este edificio que foi antiguamente o Ràdio Club do Mindelo do senhor Evandro Matos, tambèm a Farmàcia Teixeira e a casa residencial do senhor Zico que a minha mäe foi empregada ali por uns 7 anos de criada no priemeiro andar do edificio.Cambadas de ignorantes e egoistas.

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