Juiz manda para prisão preventiva

15/04/2014 08:03 - Modificado em 15/04/2014 08:03

drogas1No âmbito da operação de combate ao tráfico de estupefacientes na cidade do Mindelo, o Ministério Público emitiu um mandado de captura de um cidadão que estava a vender droga, inclusive a estudantes do ensino secundário. O homem foi detido pela Polícia Judiciária que cumpriu ainda um mandado de busca na sua residência. Perante os factos recolhidos em primeira instância, o Tribunal da Comarca de São Vicente decretou-lhe a prisão preventiva.

 

O Primeiro Juízo Crime da Comarca de São Vicente procedeu ao interrogatório de um cidadão natural da ilha de São Vicente detido pela PJ por suspeitas de tráfico de droga. O suspeito de 35 anos, conhecido por Calu foi indiciado por tráfico e venda de estupefacientes na cidade do Mindelo.

 

Segundo o que apurámos, as autoridades criminais receberam uma denúncia que o cidadão estaria a vender droga, inclusive a menores. A PJ realizou diligências para apurar os factos descritos na denúncia e recolheu indícios que o suspeito estava a traficar estupefacientes, cuja venda se destinava a adultos e a jovens estudantes menores de 18 anos.

 

Diligências

 

O Ministério Público e o Departamento da Polícia Judiciária conduziram o processo de investigação que culminou na identificação dos indivíduos que iam comprar droga na residência do suspeito e que foram constituídos testemunhas do processo-crime e perante as autoridades confessaram que compravam droga ao homem.

 

Com o cumprimento do mandado de busca, a polícia científica concluiu que “as provas recolhidas demonstram que o suspeito desenvolveu uma actividade de venda de droga na sua habitação. Em matéria de factos, a investigação concluiu que havia a venda de droga nesse espaço, para adultos e jovens estudantes. A PJ, nas diligências externas, observou a entrada e saída rápida de pessoas que consumiam estupefacientes e apreendeu estupefacientes no local”.

 

Prisão Preventiva

 

Presente ao Primeiro Juízo Crime, o magistrado recolheu indícios que permitiram aplicar a prisão preventiva como medida de coacção. O arguido não escapou da cadeia porque “há fortes indícios da prática de um crime de tráfico de estupefacientes e ainda a possibilidade de haver a continuidade da prática criminosa. Por isso, por motivo de prevenção geral, vai aguardar o desfecho do caso na prisão” conclui o juiz.

 

Por agora, o processo-crime que envolve o cidadão irá para a instrução para se apurar a veracidade dos factos. E depois de deduzida a acusação por parte do Ministério Público, o arguido será julgado em Processo Comum Ordinário incorrendo numa pena de prisão efectiva pela prática de um crime de tráfico de droga.

  1. Aguinaldo Fonseca

    Foi pena que a Policia levou tanto tempo para actuar no Madeiralzinho onde essas actividades ilícitas eram feitas durante o dia e noite descaradamente e de longa data para nao falar da poluição sonora.
    Neste meio tempo muitas crianças já estao viciadas e o pior ainda é que os pais pensam que esses meninos muitos deles com uma idade aproximada de 10 anos, vao para a escola mas seguem outro rumo. Para nao falar dos estudantes já maiores da vizinha Escola Académica, do Liceu e militares e esses dois últimos sem nenhum escrúpulo fardados.
    De qualquer forma mais vale tarde que nunca. Esperamos que a Policia continue atente e é de louvar a sua actuação de metralhadora em punho nao deixando qualquer duvida que a droga nao manda nem vai mandar.

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