Economias criativas com retorno de investimento em Cabo Verde

14/04/2014 09:38 - Modificado em 14/04/2014 09:38

cristina duarteA ministra das Finanças de Cabo Verde considerou que o retorno do investimento nas economias criativas já começou a sentir-se, permitindo o acesso dos profissionais cabo-verdianos ao mercado internacional.

 

Cristina Duarte falava numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo da Cultura, Mário Lúcio, após o ter recebido numa visita enquadrada nas atividades da 2.ª edição da feira Atlantic Music Expo Cabo Verde (AME-CV), evento que decorreu entre terça e quinta-feira na Cidade da Praia, e que teve o apoio da ministra das Finanças cabo-verdiana.

 

Segundo Cristina Duarte, o “primeiro grande retorno” é o facto de Cabo Verde ter agarrado este nicho de mercado antes de outro país Atlântico com provavelmente melhores condições materiais e físicas do que o arquipélago.

 

“Primeiro, é a afirmação de uma marca. Está provado que as marcas constituem ativos numa empresa e, como tal, têm valor”, sustentou a ministra, para quem Cabo Verde já é uma referência no Atlântico no mercado mundial da música.

 

Outro retorno, acrescentou, é a visibilidade que o evento está a dar aos artistas cabo-verdiano, que têm agora um “canal privilegiado e de primeiro nível” para aceder ao mercado internacional.

 

O terceiro passa pela aplicação das tecnologias de informação e comunicação ao mercado artístico, já que, acrescentou, após os três dias como mercado presencial, o AME torna-se num outro mercado virtual.

 

O retorno financeiro “só vai ser capturado pelas contas nacionais daqui a uns anos”, perspetivou Cristina Duarte, indicando que, para os três primeiros anos do AME os recursos externos alocados, rondaram o milhão de euros.

 

Cristina Duarte salientou que “seria uma miopia” não considerar as economias criativas em Cabo Verde como peças fundamentais no processo de construção de uma sociedade baseada no conhecimento.

 

“Em dois anos, já nos afirmamos, porque (a música) é nosso capital há décadas”, sustentou.

 

Por seu lado, Mário Lúcio, lembrou que o setor da Cultura em Cabo Verde representa 10,6% da força de trabalho do país, empregando mais de 21.000 funcionários, tendo originado, só na música, seis milhões de euros nos últimos três anos.

 

O Atlantic Music Expo reuniu durante três dias na capital cabo-verdiana 52 produtores internacionais que, entre as atividades desenvolvidas, participaram em “show cases”, “workshops”, “castings”, entrevistas, espetáculos e negociações.

 

“O AME-CV tem sido um empreendimento de sucesso, sonhador e que tem procurado trazer para Cabo Verde e, em especial para a capital do país, músicos, produtores, agentes, jornalistas, profissionais de marketing, e transformar este país num espaço e numa plataforma de valores, culturas e de músicas”, declarou.

 

“O AME é o mercado de crioulização e esta é uma miragem de podermos pertencer ao mundo do canto e não do canto do mundo. Fechamos a segunda edição do AME-CV com esta satisfação”, acrescentou

 

 

oje.pt

  1. bai sanpe bai

    Continuem, estão no bom caminho!

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