Uma solução para os jovens licenciados

14/04/2014 00:05 - Modificado em 13/04/2014 22:54

emigraçãoO número de licenciados que estudaram durante anos a fio com o objectivo que iriam ter oportunidade de um emprego digno e que se vêem limitados a uma estadia prolongada no desemprego ou num qualquer emprego precário e desqualificado tem vindo a aumentar.

 

É cada vez maior o número de licenciados desempregados. Todos os anos, registamos um grande volume de universitários recém-licenciados. Numa altura em que o desemprego atinge maioritariamente a camada jovem e a crise não dá tréguas, os licenciados vêem na emigração uma solução para o problema do desemprego.

 

Para a jovem Marlene Lima que dedicou muito tempo da sua vida aos estudos, ver-se nesta situação é deveras bastante desmotivador. A solução, então, é emigrar coisa que nunca fez parte dos objectivos traçados.

Marlene Lima é uma jovem de 30 anos, licenciou-se em Gestão de Empresas há 2 anos e até agora está desempregada. Tem uma filha de 1 ano e ainda mora em casa dos pais que a sustentam.

 

Como qualquer jovem, tinha muitas ambições. Antes de iniciar o curso, Marlene traçou muitos objectivos. Uma das suas ambições era a de se licenciar, ter uma casa própria e dar uma vida melhor à filha e à mãe que é portadora de deficiência auditiva.

 

Marlene diz que não foi fácil custear os estudos, estudava à noite e trabalhava durante o dia como empregada doméstica para poder sustentar os estudos.

 

Confessa que “o meu sonho era o de chegar aos 30 anos, estando na minha própria casa e ajudar a minha a mãe que sempre me apoiou”. Entristecida, Marlene desabafa: “é muito triste uma jovem chegar a esta idade e deparar que aquilo que sonhou não se realizou e ainda estar dependente dos pais”. Às vezes sinto vergonha por saber que não consigo contribuir para as despesas da casa.

 

A mesma conta que “já procurei emprego em várias empresas, entreguei o meu currículo mesmo em empresas nas outras ilhas do país, mas ainda não tive qualquer contacto por parte das empresas. Realizei diferentes estágios sem remuneração, dediquei todo o meu empenho para ver se conseguia uma vaga e até agora, nada. Algumas empresas apreciaram o meu trabalho, mas sustentaram não terem disponibilidade financeira para me contratar”.

 

Lima diz que “não havendo outra solução, vou ter de deixar para trás a minha filha e partir para a Holanda onde tenho uma tia que há muito tempo que promete levar-me para trabalhar”.

 

Marlene é uma jovem cheia de vida que luta pelos seus sonhos. “Nunca irei desistir de concretizar os meus sonhos. Se não encontrar um emprego, vou ter de arregaçar as mangas e emigrar porque não vejo outra solução”.

 

O aumento do desemprego em Cabo Verde tem levado, sobretudo, os jovens a abandonarem o país à procura de uma vida mais digna na esperança de uma vida melhor. As expectativas de conseguirem um emprego estão cada vez mais longe de se concretizarem.

 

  1. Emquando ouver emigracao cv tera futur!CV vivera de Turistas i emigracao!!!!!!

  2. Quem tem escola emigrar tera um bom futuro de Amanha i para cv!

  3. Andrea Fortes

    Jovens licenciados. Que solucao? Emigrar? Para onde? Talvez para Pasárgada?
    Esses jovens foram burlados pois com esses cursos feitos nessas pseudo universidades eles estao em posse de um diploma que nao lhes serve nem em Cabo Verde, nem em África e quanto mais na Europa, América ou outros países desenvolvidos.
    A jovem em questão quer emigrar para a Holanda. A sua tia prometeu-lhe mandar busca-lá. O. problema é que esta tia, bem como muitos outros emigrantes ainda nao consciencializaram da quase impossibilidade de entrar no “Forte Europa”. Muitos emigrantes nao conhecem as leis dos paises onde vivem e dao na maior parte das vezes uma imagem irreal desses paises sem conhecerem verdadeiramente o País onde fisicamente se encontram. Nada de estranho pois a finalidade da maioria da massa emigrante é amealhar o maximo em pouco tempo em detrimento de uma integracao nos países de acolhimento.O pior ainda é que muitos e nao só esses jovens em Cabo Verde acreditam que estao à sua espera lá fora como nos tempos antigos. Pergunto a essa jovem. Se por acaso conseguisse uma entrada legal na Holanda, Franca, Belgica, o que hoje em dia é quase como ganhar uma lotaria, de que lhe serviria um cursinho de gestão de empresas, filosofia, psicologia, direito e tantos outros nomes pomposos?
    Alias nao só esses jovens mas tambem os pais ou tutores têm culpa em deixarem levar na cantiga dessas Universidades. Só um cego ou quem quer ser tratado como cego nao compreendera que essas milhares de estudantes estao sendo formados linha recta para um desemprego permanente.
    Já era tempo que a sociedade se levantasse em massa contra esta burla montada a alto nivel. Mas tal nao vai acontecer
    pois os caboverdianos principalmente nos ultimos anos estao obsecados em frequentarem qualquer edifício desde que haja uma placa com um nome de “universidade” ou coisa semelhante afim de conseguirem um titulo mesmo que aí nao adquiram nenhum conhecimento mas sim um falso titulo de doutor ou engenheiro. Alias uma herança negativa (observação de um emigrante influenciado pela cultura anglo-saxonica) da cultura portuguesa. Em Portugal, como em Cabo Verde e tambem nas ex-colonias portuguesas, todos sao doutores e engenheiros e na maioria das vezes nao passam de doutores de mula russa e indivíduos frustrados camuflando um complexo de inferioridade e incompetência.
    Já é tempo de fincarmos os pés no chão e encararmos descomplexadamente a nossa realidade, as nossas capacidades e as nossas possibilidades.

  4. Desempregada

    Por enquanto as licenciadas que sacrificaram para estudar e aprender alguma coisa ficam desempregadas as “gajas boas” conseguem arranjar emprego em S.Vicente.Pois é, por enquanto os PCAs das empresas,das Instituições,sobretudo privadas basearem as suas escolhas “noutras coisas” e não na capacidade e formação, SV ficara sempre como está……Quem quer arranjar trabalho tem de se sujeitar a “servir” os patrões.Só não Vê quem não quer …E só dar uma voltinha p Mindelo p ver o filme……

  5. Geronimo

    Muitos jovens e adultos estão a emigrar… para Angola onde há uma grande necessidade de jovens quadros.. alguns tem um vencimento que ronda os 7000 dolares, como é o caso de alguns marítimos…outros conseguem mais ainda nalgumas empresas. O sonho destes jovens é economizar, ajudar os parentes e ter casa própria.
    Digo a Marlene para não desmotivar, e pensar que um dia dará uma vida melhor a filha e a familia. Pois é nas grandes dificuldades que se criam “grandes oportunidades” . Deus abençoa

  6. para Gerónimo

    È preciso ter muito cuidado qd se fala de emigração p Angola, sobretudo mulheres!!! Trabalhar em Angola não é tão fácil como alguns querem nos fazer crer.Em angola ha tb muitos jovens licenciados.La querem tecnicos com muita experiência.Muitas meninas de S.vicente estão convencidas que todos os angolanos são uns tótós que ficam encantados com a beleza criola e que elas conseguem tudo deles.Mas nem todos são parvos. Covém não confundir “momentos de sabura no mindelo” com outras coisas…

  7. criola dsoncent

    eu sou exemplo disso ,com uma licenciatura eminformatica de gestao ,aqui estou eu . . .em frança ;pelo menos aqui limpo a casa dos outros mas trabalho ,nao ha que ter vergonha ,

  8. Carlos Ramos

    (Há dias, numa tertúlia, fiquei a saber pela voz de um responsável do Hospital aqui no Mindelo que passámos a ter uma nova tipologia de violência doméstica: jovens licenciados e ociosos (por falta de opções) a baterem nos pais)………………………………………………………………………………….

    “Extraído do Jornal online Expresso das Ilhas – artigo intitulado Republica das Bananas por José de Almada Dias”

  9. Carlos Ramos

    Este assunto que deveria ser de uma importância enorme para os milhares de jovens estudantes desempregados nem tao pouco uma dezena de comentários teve. Ou nao estao talvez preparados para formularem uma opiniao ou já conformaram-se com a situacao em que chegaram. De qualquer forma isso é simplesmente triste.
    Até parece que esses jovens estão anestesiados perante a dura realidade e perderam toda a iniciativa e o espirito de luta para mudarem tal situação.

  10. txt

    problema é que os jovens não estão a estudar o mercado, só querem ter uma diploma…

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