Moradores de Chã D´Cemitério vivem com medo dos gatunos

11/04/2014 07:57 - Modificado em 11/04/2014 07:57

cha d cemitérioSegundo os moradores de Chã D´Cemitério, o assassinato de uma jovem de 21 anos nessa zona trouxe à tona a questão da segurança no bairro. Devido à fraca iluminação, a zona foi invadida por “caçubodistas” que, com a sua conduta, mudaram a rotina dos residentes. Com medo dos gatunos, os cidadãos foram obrigados a refugiarem-se nas suas casas. Para reverterem a situação que para além de assaltos já provocou uma morte, os moradores vão endereçar um abaixo-assinado às autoridades para pedirem “mais segurança e melhor iluminação pública”.

 

Parte dos moradores de Chã D´Cemitério optaram por transformar as suas residências em prisões ao gradearem as portas e as janelas. E há quem, à noite não abandone o seu lar, pois teme cair nas mãos de indivíduos que se escondem nas esquinas, atrás dos carros, arbustos e na praça Manuel D´Novas para atacarem quem passa na rua.

 

Alberto Neves explica que à noite não dorme porque qualquer barulho é sinal de alarme. O cidadão afirma que a fraca de iluminação nas ruas de Chã D´Cemitério está a preocupar as pessoas que vivem ou atravessam essa localidade para chegarem às suas residências.

 

“Temos lâmpadas nalgumas áreas, mas há algumas que não acendem ou estão ligadas de dia e à noite não funcionam. O problema é que pagamos uma taxa de iluminação pública. Mas constata-se que em Chã D´Cemitério não há uma cobertura da iluminação em todo o bairro. E quem tem o vício de assaltar pessoas encontrou um ambiente propício. Temos casos de moradores, transeuntes e condutores da Transcor que foram assaltados. E, agora, fomos aterrorizados com o assassinato de uma mulher”, desabafa Alberto.

 

Perigo

 

Os residentes asseguram que estão expostos aos perigos que rondam a área e que a insegurança reina no seio da população. Os entrevistados explicam que devido à conjuntura do bairro que possui vários becos, Chã D´Cemitério tornou-se num espaço propício para os criminosos.

 

Aracy Mendes e Sónia Carvalho sublinham que “o local outrora era caracterizado pela tranquilidade. A paz que rodeava o bairro foi levada pela criminalidade que se instalou nas ruas. Vivemos agoniados com a presença dos “caçubodistas” que actuam de forma rápida e eficaz. Normalmente actuam depois das 20 horas, controlando se há presença da Polícia, caso contrário, munidos de facas atacam quem circula na via pública”.

 

Segurança

 

Eugénio Gomes defende que a Polícia Nacional tem realizado patrulhas no bairro de Chã D´Cemitério mas que há a necessidade de reforço dos planos de segurança, porque “é preciso mantermos um trabalho de conciliação entre a PN e os cidadãos para que quando detectarmos movimentos estranhos de indivíduos suspeitos da prática do “caçubody” possa haver uma comunicação com a Polícia. Isto para evitar os assaltos nesta área ou fazer com que os ladrões sejam detidos em flagrante delito”.

 

Os moradores de Chã D´Cemitério deixam um alerta às autoridades competentes no sentido de “reforçarem a iluminação pública no bairro e darem uma maior atenção à praça Manuel D´Novas que não possuiu lâmpadas e ainda copar os arbustos nesse espaço que servem de esconderijo aos gatunos”.

 

  1. JOAO

    Os caçubodistas invadem também a praça frente ao Centro do Racionalismo Cristão na Avenida de Holanda para assaltar as viaturas das pessoas que frequentam aquele Centro. Há dias, o meu carro foi assaltado em frente da Farmácia Avenida e levaram quase tudo que eu tinha na porta-bagagem. Esta área e as esquinas precisam de polícia de vigilância a qualquer hora do dia e a noite. A consideração do Comandante da Polícia em S. Vicente

  2. A iluminação pública é o maior problema aqui em S.Vicente. Se nessas redondezas da cidade possui poucas lâmpadas, quanto mais nas zonas como por exemplo Lombo de Curzinha na Ribeirinha que não tem nenhuma lâmpada e digo que esta zona precisa urgenteme de iluminação pública, que está a tornar-se complicado para os moradores que há muito tempo reclamam Iluminação Pública todos os dias, isto é um bem que nós pagamos na factura da Electra e não usufruirmos dela, e estamos na escuridão todos os dias.

  3. Mindelense

    Enquanto isso alguns deputados são contra a presença dos militares na rua no patrulhamento de areas de risco, auxiliando a PN, que têm tido mãos a medir. Não temos guerra no nosso território, uma fatia do nosso orçamento é empregue no nosso exército, e damos ao luxo de os manter nos quarteis. Se há campanhas de limpeza, luta contra Dengue, calamidades, segurança de Carnaval e Festivais, eles servem, mas para a segurança dos cidadãos no dia a dia, eles não servem!!!!!

  4. Mindelense

    Dando seguimento ao meu comentário, para os deputados, ministros, juizes, advogados, etc…, têm segurança privada para proteger bens e a sua pessoa, direito de porte de arma, carrões (não têm de andar a pé), enquanto que o cidadão comum só se fo…, ficando a merce dos bandidos, e justo a maioria dos cidadãos que através dos seus impostos, garantem todas as mordomias de toda essa classe (corja) política. Não se deixem enganar pelos comes e bebes do dia 1º de Maio.

  5. José Manuel de Jesus

    Outrora o lugar era mais que seguro. Por ali passavam a caminho de Monte Sossego as criadas que deixavam o trabalho ou pessoas que saiam do cinema depois da meia noite. Havia os que iam ou vinham da casa das suas “piquenas” de madrugada. Também os pescadores que, por volta das 4 ou 5 hs iam à faina. Ninguém se lembrava de os incomodar. Agora tudo mudou e é o fim da macacada.
    Que Deus nos acuda porque ninguém quer dar um jeito.

  6. CidadaoCV

    É com sentimento de “contradição” que escuto e leio comentários que ligam a questão do “Cash or body” em São Vicente e Cabo Verde em geral, ligado a falta de iluminação pública, falta de policiamento, falta de política para a juventude, falta de segurança …. Mas nunca ninguém falou em FALTA de PAIS. Poi é, não há iluminação pública, nem policiamento, nem política para a juventude, nem alta segurança … capaz de substituir a boa educação que os pais devem transmitir aos filhos. Os grandes FALHADOS, e responsáveis por grande parte da situação social, sobretudo da delinquência juvenil em Cabo Verde somos nós, (eu também me incluo) pais, que não souberam ou não estão a educar convenientemente os filhos. A primeira falha está no número de filhos. Não é concebível que uma pessoa que não tenha como se auto-sustentar, ter por exemplo cinco filhos …..

  7. Djê Guebara

    O que devem de fazer os moradores,è justiça com as propias mãos como se faz em Guatemala,e Honduras correm essos delincuentes e quema-las vivos e veràs que essos crimes e robos desapareciam para sempre.Eu Djê Guebara tanto que me recorda atravessar Tchã d’Cemitero todos os diaas as vezes 11,12, da noite junto com minha mullher Tanha d,fernand pò que trabalhava na cozinha do antigo Hotel Porto Grande era uma tranquilidade que somente sòsinhos e a lua era nossa testemunha.Minha ilha cabôd na nada.

  8. Mindelense

    Muito bem colocado CidadãoCV, mas enquanto os pais não cumprem com as suas obrigações, a obrigação do estado e do governo é manter a segurança do cidadão que através dos seus impostos contribuem para o funcionamento da máquina do estado, que com esse dinheiro deve aplica-lo em politicas de educação, saúde e segurança, etc… Com os militares que temos nos quarteis, se forem bem distribuídos pelas artérias perigosas da ilha de S. Vicente, com certeza que esse tipo de criminalidade diminuiria.

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