UCID: vai propor nova fórmula de cálculo do IUP ao Governo

10/04/2014 07:45 - Modificado em 10/04/2014 07:45

UCID 2A fórmula legal de cálculo do Imposto Único sobre o Património (IUP) foi adequada pela CMSV, como previsto no Orçamento de Estado para 2014. Esta fórmula acarretou um aumento no valor pago pelos contribuintes. A UCID está crítica a esta nova fórmula já que prevê um aumento em mais de cem por cento.

 

Com o fito de minimizar os custos a cargo do contribuinte, o Governo baixou a taxa de incidência de três para um e meio por cento. Mas António Monteiro, presidente da UCID, diz que não teve o efeito esperado. “O que se continua a verificar é que há um aumento considerável do valor a ser pago pelos cidadãos”.

 

Para Monteiro, esta medida não ajuda em nada nem do lado das autarquias nem dos contribuintes. Do lado do cidadão, porque este “não terá capacidade de efectuar o pagamento de forma tranquila”. E do lado das autarquias “por terem dificuldades em cobrar estas mesmas receitas uma vez que as pessoas, não tendo capacidade financeira, irão fugir ao pagamento”.

 

A UCID irá propor ao Governo para rever essa taxa. E sugere a seguinte forma: “tendo em conta que o Governo considera na sua fórmula que o cálculo do IUP incide por vinte e cinco por cento no valor do património, vamos propor que essa taxa de vinte e cinco por cento, passe para quinze por cento”.

 

Não sugere a suspensão da cobrança do IUP mas sugere aos munícipes que contestem o pagamento.

  1. Carlos Ferreira

    “A transição supra foi realizada pelos serviços competentes do Ministério das Finanças e da UC_RAFE, actualmente denominada NOSI, que no entanto não aplicou a fórmula legal de cálculo da contribuição predial previsto no Regulamento do Imposto Único sobre o Património”.
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    Eu como simples cidadão, como simples contribuinte sou responsabilizado pelos “serviços incompetentes” do Estado. É de bradar aos céus. Tudo resultado duma maquina estatal que funciona apenas quando é para sacar o bolso do dócil contribuinte.
    Se houvesse uma maquina estatal mais pequena que funcionasse em condições, se os funcionários fossem seleccionados à base da sua competência e nao de amiguismo, clientismo, etc,etc, se o Estado fosse mais sóbrio nas suas remunerações, nos carrões que eles utilizam e se fosse exigido mais profissionalismo, mais ética, mais responsabilidade dos funcionários tais cálculos seriam feitos correctamente e aplicados atempadamente.
    Estamos e continuamos entregues à bicharada.
    E tudo isto é o começo. A caminhada vai ser longa e dolorosa para o “dócil contribuinte”.

  2. Cândido Salomão

    antónio monteiro Caloteiro, pára com as asneiras demagógicas e PAGA AS RENDAS DE CASA QUE TENS ATRASADAS!!!! Tu e o alcindo amado, junto com o carlos lima, SÃO AS MAIORES ASNEIRAS POLITICAS DE CABO VERDE. TRISTES!!!!

  3. fernando fortes

    Onde é que andaste:Desde que certas Câmaras Municipais estão a matar com este imposto.
    És mesmo demagogo.

  4. vitima des politicos

    E uma vergonha estes governantes, como é que voces tem coragem de aumentar um imposto de uma casa onde moramos por mais de 120 por cento,
    Seus desgraçados,voces nao aumentaram os salarios nem um por cento e agora do pouco que temos ainda aumentam os impostos e criam outros,
    Voces pensam que toda as pessoas ganham como os politicos ? Bando de desumanos, de todos estes partidos desta terra, um reza o outro diz amem e vai nos mesmos caminhos,banditos, porque nao sentiram pena do povo que voces representam seus insensiveis, isto é crime tambem senhores politicos.

  5. Ondina Ramos

    “Esta minha reacao é apenas uma reacao ao comentario do Senhor Cândido Salomão empresário conhecido nesta Cidade. Alias se o comentario nao for do Senhor Salomão atras citado, sem duvida que o Senhor António Monteiro vira desmentir o dito afim de limpar a sua imagem, atendendo a sua posicao na UCID em especial na diaspora.
    Reforçando o comentario do senhor Cândido Salomão acrescento o meu comentario sobre a matéria do nao pagamento de rendas em Cabo Verde e a sua impunidade.”
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    Desgraçado daquele emigrante que lutou para conseguir algo e foi investi-lo em Cabo Verde.
    Desgraçado daquele emigrante que teve a infelicidade de alugar uma casa a um policia, que devia ser uma referencia exemplar, a um funcionário publico ou a outra pessoa com um certo peso na sociedade. Estes sao os piores. Têm contacto com a justiça, sabem que nao precisam pagar as rendas, sabem que podem destruir a casa a seu gosto, sabem que a Electra nao os castiga pois quem paga a sua divida avultada do consumo de electricidade quando saem é o coitado do proprietário e pior ainda se ele fôr emigrante e obrigado a estar longe da Terra Natal.
    Ainda dizem que somos um Estado de Direito. O que somos é uma Republica de Banana. Uma Republica de Banana onde a Justiça nao funciona e se funciona é para um grupo de amigos, clientes e familiares.
    Nós somos os “estrangeirados” portanto desprezados, vitimas a serem exploradas, humilhadas, renegadas e expoliadas.
    Foi o preco que pagamos por ter dado o nosso contributo após a independência para que Cabo Verde hoje atingisse o desenvolvimento que conseguiu.

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