Apoio recorde aos países em desenvolvimento em ano de recessão económica

9/04/2014 10:06 - Modificado em 9/04/2014 10:06
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africaA ajuda aos países mais pobres aumentou 6,1% em 2013, atingindo o máximo histórico, apesar da crise económica e das restrições orçamentais em muitos países. Portugal encabeçou a lista das nações em contra ciclo, registando uma redução de 20,4% (para 352 milhões de euros) nos fundos canalizados para a ajuda económica, indica o relatório anual do Comité de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE, divulgado nesta terça-feira.

 

O relatório refere que os doadores contribuíram no total com mais de 98 mil milhões de euros em apoio económico, o que traduz uma “clara recuperação após dois anos de declínio”. Mais de metade do montante alcançado é proveniente dos 19 membros do Comité da OCDE que fazem parte da União Europeia.

 

Dos 28 países que compõem o Comité de Assistência, 17 aumentaram a cooperação económica em 2013. Os aumentos mais expressivos foram registados na Islândia, Itália, Japão, Noruega e Reino Unido.

 

As maiores doações, em volume de dinheiro, foram feitas pelos Estados Unidos (23 mil milhões de euros), Reino Unido, Japão e França. No entanto, destes países apenas o Reino Unido alcançou a meta de 0,7% do Produto Interno Bruto em ajuda económica, estabelecida pelas Nações Unidas.

 

No caso particular da França, embora continue a ser a quinta nação que mais fundos canalizam para a ajuda económica a países em desenvolvimento, registou a terceira maior queda em 2013, o equivalente a uma redução de 9,8% em comparação com o ano transacto. Para o Comité da OCDE esta redução deve-se, essencialmente, “aos níveis inferiores de desembolsos de empréstimos e à amortização da dívida”.

 

Nos países não-membros da OCDE, os Emirados Árabes Unidos destinaram 1,25% do PIB à ajuda pública ao desenvolvimento, o que significa um aumento de 375,5% em relação ao ano anterior. Para este aumento contribuiu, como refere o relatório, “o apoio excepcional concedido ao Egipto”.

 

O Comité de Assistência ao Desenvolvimento prevê um aumento dos níveis de ajuda em 2014, que se estabilizará nos anos seguintes. O relatório antecipa ainda uma queda na ajuda aos países economicamente mais desfavorecidos da África subsariana, sublinhando que esta é “uma preocupação séria” da organização. Por outro lado, acredita-se que ocorra um aumento das ajudas ao continente asiático e que em 2017 estas igualem as concedidas ao continente africano.

 

 

 

publico.pt

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