Salário só dá para sobreviver

9/04/2014 07:37 - Modificado em 13/04/2014 11:32

Sem-DinheiroNos bairros periféricos do Mindelo, todos os dias, ficamos a conhecer uma história de famílias, onde o salário dá apenas para a sobrevivência. A realidade é que passam fome e precisam de ajuda das autoridades competentes para melhorarem as próprias condições de vida.

 

Que o diga Lígia Solange Dias de 32 anos, mãe de 2 filhos que trabalha como empregada doméstica no centro da cidade há cinco anos: “o meu salário não dá para muita coisa”. A empregada mora numa casa de tambor alugada e, segundo ela, o dinheiro dá para pagar a renda, água e comida, porque a electricidade é roubada.

 

Lígia afirma que muitas vezes já passou fome: “já passei fome, mas tento fazer de tudo vara que os meus filhos não passem fome”. Ela afirma que não tem fim-de-semana nem feriados, pois nesses dias trabalha lavando roupa ou limpando a casa de algumas pessoas. “Já tenho muitos clientes porque mesmo cansada, faço o meu trabalho com seriedade e honestidade”.

 

Quando o fim do mês se aproxima, a Lígia diz que já não tem comida para colocar na mesa. A solução é pedir ajuda aos vizinhos, quando alguém ajuda. “Muitos vizinhos ajudam-se. Sem eles, não conseguiria sobreviver. Quando não tenho comida para comermos, os vizinhos e familiares ajudam-me como podem. Já dormimos muitas vezes sem comer nada”, realça Lígia.

 

A situação é caótica, o vencimento mensal é de 11 mil escudos, mas segundo ela, às vezes, o dinheiro é muito pouco e não dá para nada, porque “tenho 2 filhos e quando adoecem, tenho de comprar remédios que são sempre caros”. Lígia não é segurada no INPS. Muitas vezes a Farmácia do Estado não tem os remédios, pelo que tem de sair do bolso dela, por isso, muitas vezes já deixou de os comprar.

 

A empregada diz que gostaria de poupar, mas não consegue, porque o dinheiro só dá para os bens de primeira necessidade.

 

Esta é a realidade de muitos são-vicentinos dos bairros mindelenses. Um problema da sociedade mindelense que precisa de soluções rápidas e eficazes.

  1. Atnalit

    y dpox einda alguem te dze k “katem razão pe Caboverdianos sei ne rua pe prostestá”. Este Governo é pura falsidade! Desenvolvimento Medio?? Desinvolvimente ê ess??

  2. Luis Geronimo

    O Estado devia colocar a Ligia na ” casa para todos “.
    ela não devia falar que rouba electricidade..pois é crime. Dias melhores virão.. Fé em Deus

  3. Brito

    O Jornal (insensatamente) coloca o nome da pobre coitada, a foto… se ela for processada por “roubo de energia”. Ou será que o jornal acha que é serio e honesto o acto dessa senhora?

  4. E.L

    Nenhum governo irá poder resolver o problema de todos.As pessoas aqui em São Vicente, não tem espirito de trabalhar,Com 32 anos já tem dois filhos?Mesmo com baixo rendimento,provalmente irá ter mais filhos !Daí que nos os contribuintes irão pagar por muita gente irresponsavel.

  5. Carlos Jorge Wahnon

    Bo ca ta podé ,ma mesme asim, ba sentá ta pari!… Bo ta spiá problema…

  6. Carlos Ramos

    Nenhuma autoridade pode resolver esta situação em Cabo Verde. As mulheres já sabem que após terem um filho esses homens desaparecem e vao engravidar outra mulher. Um ciclo vicioso. Mesmo assim arranjam mais filhos sem nenhum espirito de responsabilidade. Vai ser uma epidemia em Cabo Verde essa natalidade descontrolada. A unica solução, já que as pessoas nao querem aprender, é a limitação de ter tantos filhos e se necessário esterilizar obrigatoriamente. A China pode servir-nos como exemplo.

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