Reclamam melhores condições de trabalho

9/04/2014 07:34 - Modificado em 9/04/2014 07:34
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lixo na ruaOs trabalhadores da limpeza pública reclamam a falta de condições de trabalho e de valorização dos profissionais. Há muito tempo que estes trabalhadores têm vindo a exigir melhores condições de trabalho junto dos responsáveis.

 

Segundo os nossos entrevistados, os funcionários do serviço de limpeza não têm direito à previdência social e as ferramentas utilizadas para trabalharem não têm as mínimas condições.

 

É visível a insatisfação dos trabalhadores, pela falta de condições de trabalho.

 

João, diz que todos os meses são-lhe retirados 2700 escudos e não sabe que fim tem esse valor porque não tem direito à previdência social, nem a nenhuma segurança social. Há 5 anos que trabalha nos serviços de limpeza das estradas e não existe nenhum cone para a sinalização e a segurança dos mesmos.

 

Maria diz também desconhecer o paradeiro do valor que lhe é descontado mensalmente. “Estamos expostos a todos os riscos. O trabalho da limpeza urbana é cada vez mais precário e não existe qualquer segurança. O nosso trabalho não é valorizado”.

“Exigimos mais segurança porque o nosso trabalho é de alto risco. Às vezes, nem luvas em condições temos para proteger as nossas mãos, as vassouras são trocadas de tempos em tempos, depois de solicitarmos várias vezes”.

 

Bia afirma que é “mãe de três filhos, trabalho há muitos anos nos serviços de limpeza e nunca recebi qualquer subsídio. Se acontecer algum acidente ou se contrair uma doença, não tenho direito à previdência social o que torna complicado quando vou comprar medicamentos para mim ou para os meus filhos”.

 

Segundos os profissionais que actuam na limpeza do Município, já reclamaram junto da Câmara melhorias nas condições de trabalho, mas nada foi feito.

Foram também apresentados os problemas da classe à Direcção do trabalho e nunca obtiveram qualquer resposta sobre o assunto.

 

 

Segundo o Vereador do Ambiente e Saneamento da Câmara de São Vicente, Anildo Fortes, esses funcionários trabalham em regime de prestação de serviço, pelo que a todo o trabalhador, por lei, deve ser feito o desconto para efeitos do IUR. Em relação aos equipamentos de trabalho, o mesmo reconhece que existe uma certa carência, mas que a Câmara está providenciando novos equipamentos através de um projecto de ecologia.

 

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