Agentes prisionais apreendem droga em frasco de creme na Cadeia de São Vicente

9/04/2014 07:26 - Modificado em 9/04/2014 07:26
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Cadeia SVDepois de terem desmontado em 2012 um esquema arquitectado por alguns reclusos da Cadeia de São Vicente para introduzirem droga no presídio, a direcção adoptou medidas de segurança para impossibilitar a entrada de estupefacientes e materiais ilícitos no interior desse estabelecimento prisional que conta com cerca de 400 reclusos. Na semana passada, durante uma operação “relâmpago”, as equipas de controlo voltaram a apreender estupefacientes, desta feita tacos de cannabis num frasco de creme.

 

Na quinta-feira, 3 de Abril, a direcção da Cadeia de São Vicente e os agentes prisionais realizaram uma operação para inspeccionar as celas de detenção e passar a “pente fino” os reclusos e os seus pertences. Na sequência de uma inspecção à ala de detenção dos jovens até os 21 anos que cometem delitos, os agentes prisionais encontraram 18 tacos de cannabis escondidos num frasco de creme e num frasco de desodorizante roll-on.

A direcção da Cadeia de São Vicente fez diligências para saber a quem pertencia a quantidade de estupefacientes apreendida na ala juvenil. “Com as averiguações, foram constituídos suspeitos, um jovem de 19 anos que liderava um grupo de “caçubody” na zona de Fonte Felipe e mais indivíduos detidos no presídio por prática de crimes de furto e roubo na ilha de São Vicente. Os indícios apontam que receberam 20 tacos de cannabis num frasco de creme e que já tinham fumado dois, aquando da apreensão”.

A Polícia Judiciária foi accionada para investigar o caso, no sentido de saber quem era o dono dos tacos de cannabis, como é que a droga entrou no presídio e quem foi o “correio”, para que os indivíduos sejam entregues às instâncias judiciais, para que lhes seja imputada a responsabilidade criminal, bem como fazer a aplicação das medidas vigentes na lei.

O NN apurou que os reclusos identificados durante a apreensão da droga vão ser sujeitos a procedimentos internos vigentes nas normas do estabelecimento prisional e no Estatuto dos Reclusos. É que, “independentemente do desfecho judicial do caso, com bases nas provas recolhidas durante o processo de averiguação interno, quem for confirmado como infractor vai sofrer as sanções disciplinares que prevêem o sistema de isolamento.

 

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