Verde Veste e ICCO garantem que não retiraram subsídios para compensar salário mínimo, mas…

8/04/2014 00:09 - Modificado em 8/04/2014 13:06
| Comentários fechados em Verde Veste e ICCO garantem que não retiraram subsídios para compensar salário mínimo, mas…

fabrica ICCO_2Em resposta à notícia intitulada “Verde Veste e ICCO retiram subsídios para compensar o pagamento do salário mínimo” publicada pelo NN, os responsáveis apresentaram uma versão contrária à dos funcionários. Para a administração dessas empresas, as reclamações não têm fundamento porque, uma vez implementado o salário mínimo, o vencimento dos funcionários aumentarão.

 

Eduarda Martins, responsável pela ICCO responde: “A ICCO tinha uma situação que fiscalmente não era correcta e que tinha de ser corrigida. Tendo uma cantina que fornece duas refeições por dia, não justificava continuar a pagar em dinheiro o subsídio de alimentação. “Corrigimos um erro que estava a dar prejuízos à empresa. Um custo com o pessoal só em alimentação no valor de 1000 contos mensais de despesas da cantina”.

 

Por coincidência ou não, a medida veio coincidir com a altura da implementação do salário mínimo nacional. “Esse valor não foi retirado; foi passado para os salários, pelo que os funcionários tiveram um aumento do salário que é o valor que até agora recebiam como subsídio de alimentação”.

 

Uma vez retirado o subsídio de alimentação, o mesmo valor foi restituído no vencimento. A partir do mês de Fevereiro, nenhum funcionário passou a receber valores abaixo do salário mínimo, ou seja, “quem estava abaixo do salário mínimo passou a receber o valor justo ou mais”, adianta a responsável.

 

A ICCO defende que retirou o subsídio de alimentação que estava em duplicado pelo que os funcionários beneficiavam de duas refeições por dia com o acréscimo de mais 2000 escudos de subsídio de alimentação mas que foi restituído no salário.

 

Segundo Eduarda Martins “com este aumento no ordenado, efectivamente deixou de constar nos recibos o item de subsídio de alimentação, mas o mesmo valor foi incorporado no salário, ou seja, toda a gente auferiu de um aumento de 2000 escudos”.

 

Verde Veste

 

A fábrica Verde Veste nega ter diminuído os subsídios, antes pelo contrário, aumentou o salário. “É mentira!!! Toda a gente recebeu um aumento. Tanto quem recebia menos de 11 contos, como quem recebia mais do que esse valor. Em Fevereiro pagámos os retroactivos de Janeiro e os prémios de produção. A única diferença que houve é que dávamos o prémio de assiduidade em função do salário e agora estabelecemos um prémio de assiduidade fixo. O valor varia mediante a categoria de cada funcionário”, afirma a responsável Dolores Moreira.

 

Segundo os recibos de alguns funcionários, os mesmos apresentam uma diminuição no que toca aos prémios.

 

Para Dolores Moreira, “a Empresa está a pagar mais do que a lei obriga, nunca pagou o prémio de produção em percentagem, não temos nada a ver com os 33%. Estabelece-se um patamar que a empresa deve atingir, e se se ultrapassa esse valor, o prémio vai de 1000 a 4000 escudos e não tem nada a ver com percentagens”.

 

Questionada sobre a posição da empresa em relação às reclamações, a mesma responde que não tem conhecimento das reclamações, nem sequer sabia que os funcionários apresentaram reclamações ao Sindicato, “porque eles estão abertos, disponíveis a receber os funcionários e a discutir sobre as situações que os incomodam”, adianta a mesma, surpresa com o sucedido.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.