Abuso sexual de menores no Paul causa preocupação e revolta

4/04/2014 01:18 - Modificado em 4/04/2014 01:18

abuso sexualA população da cidade do Paul, Santo Antão, está preocupada com os casos de abuso sexual de menores que assolam o concelho. Os moradores afirmam que há outras situações em acto, mas que sem denúncia, mantêm-se em sigilo. “As últimas denúncias de violação tiveram várias repercussões sobre o nosso município. As pessoas estão revoltadas com o comportamento persistente dos homens que aliciam menores para manterem relações sexuais. Há famílias que ficaram desestruturadas porque parte dos suspeitos eram chefes de família” explicam os cidadãos contactados pelo NotíciasdoNorte.

 

No capítulo do crime de abuso sexual de menores, no período de nove dias, o Tribunal da Comarca do Paul mandou para a prisão 15 cidadãos que mantiveram relações sexuais com menores. No caso da Pontinha de Janela, doze indivíduos estão a aguardar julgamento em prisão preventiva por envolvimento com uma adolescente de 12 anos que se encontra grávida. Já na localidade de Poio de Padre, três homens foram enviados à Cadeia Regional da Ponta do Sol por abuso sexual de uma menor de 13 anos.

 

O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca já expressou a sua preocupação perante os casos de abuso sexual de menores em Cabo Verde. As duas situações de Pontinha e Poio de Padre vêm engrossar a lista dos casos que pintam um cenário negro no Município do Paul. Segundo os munícipes, casos de abuso sexual de crianças “não são uma novidade, não são casos recentes. São anos e anos que temos crianças a serem violentadas. É a realidade de um concelho marcado por problemas socioeconómicos, onde parte da população vive em situação de risco e há quem se aproveite”.

 

Diligências

 

A Polícia Nacional e o Ministério Público asseguram estar em alerta para receberem as denúncias sobre essa prática e levarem os violadores a Tribunal para que respondam pelo crime. Mas defendem que nada podem fazer com os casos que não chegam ao conhecimento das autoridades. Por isso, apelam às pessoas que saibam dessas ocorrências que accionem a PN, através de uma denúncia anónima.

 

Avelino Santos afirma que cabe a cada cidadão exercer o próprio papel na sociedade e colaborar com as instâncias judiciais em casos dessa natureza que constituem ilicitude criminal. “O que choca é o silêncio encoberto por quem abusa e de quem sabe que há crianças a serem abusadas sexualmente. Não se pode tolerar esse tipo de comportamento, uma vez que quem abusa alicia a vítima ou a sua família com dinheiro e outras ofertas. É preciso quebrarmos o silêncio e dizer basta ao abuso sexual de crianças na cidade do Paul”.

 

Medidas coercivas

 

Maria Eugénia e Anabela Sousa mostram-se revoltadas com os últimos casos de violação no seu município e sublinham que face a essa situação, o Tribunal deve manter a sua posição em matéria de prevenção geral. As duas cidadãs lamentam a situação vivida pelas mulheres, cujos companheiros estão envolvidos no caso de Pontinha de Janela. “Elas e os filhos ficaram a sofrer na pele as chacotas por causa de um crime cometido pelo chefe de família”.

 

As entrevistadas acrescentam que “os juízes estão a fazer um bom trabalho ao mandar os infractores para a prisão porque assim desencorajam quem pretende praticar esses actos maliciosos. Os constantes abusos sexuais de crianças deixam uma má imagem ao nosso concelho. E, quando o Tribunal actua com medidas coercivas transmite confiança às pessoas para denunciarem quem abusa de menores” afirmam as entrevistadas.

  1. Silvio Spinola

    Menores ” sexuados” “drogados” ” prostituídos” resultam em adolescentes frustrados, adultos e adultas doentes dependentes da corja de predadores.
    É a população doente em detrimento do desenvolvimento social, intelectual, econômico, é o Estado a empobrecer.

  2. africa

    O maior problema da Africa são os filhos, ate as africanas não ter a conciencia de ter filho é responsabilidade, vamos ter e temos varios casos destes. Infelizmente na africa as mulheres estão so parrir parrir e parrie, não sabem educar os filhos ,não tenh condições nem para ter e educar um filho,quanto mais uns. Um caso identico não aconteceria na europa mas aqui é noticia diaria. Ate a mãe manda a filha praticar isto!!!??? Vergonha, vergonha parrir para depois empurrar o filho para este caminh

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