Condiciona autópsia ao corpo de cidadão nigeriano

4/04/2014 01:07 - Modificado em 4/04/2014 01:07

Falta médicoO corpo do cidadão nigeriano, Emanuel, de 39 anos, encontrado num beco situado na zona de Chã D´Faneco, na madrugada de quarta-feira, continua na câmara fria da Casa Mortuária do HBS. A autópsia ainda não foi realizada porque as autoridades estão a aguardar a chegada de uma médica legista para realizar a análise. Os familiares não colocam pressão no trabalho das autoridades, mas dizem esperar ter em breve a resposta sobre a causa da morte de Emanuel pois, por agora, o caso é um mistério que está por esclarecer.

 

Há mais de dois anos que a ilha de São Vicente está sem médico legista porque o especialista que se encontrava de serviço na delegacia de saúde local foi para a ilha do Fogo em regime temporário, mas até ao momento, ainda não regressou. Esta situação tem gerado alguns problemas às autoridades que, nos casos especiais, recorrem a um especialista da cidade da Praia para realizar as autópsias.

 

E o caso da morte de Emanuel, encontrado por volta das 5h30min num beco a cerca de 300 m do cyber-café que lhe pertencia, enquadra-se neste cenário. É que o corpo vai ficar na câmara fria, à espera da especialista da cidade da Praia para ser autopsiado, no sentido de determinar as causas da morte e esclarecer se houve mão criminosa.

 

Diligências

 

Contactada pelo NN, a Polícia Judiciária sublinha que a autópsia vai ser realizada, ficando por definir a data, uma vez que a sua realização depende da disponibilidade da legista da Praia. Enquanto a legista não chegar a São Vicente, o corpo de Manu permanece na Casa Mortuária do HBS porque trata-se de um caso especial. A PJ não avança com pormenores sobre o que terá provocado a morte de Emanuel, assegurando esperar pelos exames médicos.

 

Recorde-se que no caso em investigação, a vítima estava de barriga para o chão e trazia vestido apenas um calção. O resto da roupa de Emanuel foi encontrado debaixo de uma pedra, a 60 metros do local onde estava o corpo. Manu era dono de um cyber-café situado na estrada de acesso à localidade de Chã D´Faneco. Os indícios recolhidos pela PJ no local e no corpo ainda não permitem saber quais foram as causas da morte, visto que o corpo não apresentava sinais exteriores de violência.

 

Ansiedade

 

Quando acontece um cenário desta natureza em São Vicente, a realização do funeral da vítima fica a depender da chegada do especialista, pelo que este problema acaba por aumentar o sofrimento no seio dos familiares que anseiam por saber o que provocou a morte do parente. Mas, por outro lado, uma boa notícia com o atraso na entrega do corpo em casos especiais, é que os custos de permanência do corpo na câmara fria ficam por conta do Ministério da Saúde.

  1. Américo Brito

    Afinal, o malogrado é Tony ou manu. Ou são duas pessoas mortas?

  2. mARIA

    MARIA CRESCENCIA ….COMO SEMPRE NA PE DE GALICE.dIZ A SUA FILHA PARA FAZER O SEU TRABALHO PORQUE CABO VERDE TEM 9 ILHAS HABITADAS E CADA DELEGADO DE SAUDE FAZ O SEU TRABALHO.sO SAO VICENTE QUE CONTINUA A FAZER ISSO…

  3. JOAO

    CLARO O CUSTO FICA PARA O MINISTERIO DE SAUDE…..DEVIA SER ARIANA A PAGAR…NUNCA TIVEMOS LEGISTA NESSE PAIS…SEMPRE SE FEZ AUTOPSIAS….INVENTEM OUTRA DESCULPA

  4. saude na mosteiros

    Desde k o ministerio de saude tirou um Mestre em saude Publica e colocou uma curiosa,a morgue do HBS nao para de cadaver no frio ,familiares desesperado de tanto esperar e tudo sai dos bolsos do contribuintes…cabo verde nunca teve legista…. e ja vimos coisas bem piores…

  5. DC

    O nome pelo qual o malogrado era conhecido era TONY e não Manu!

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