Trabalhadores da fábrica de queijo ponderam levar o Governo ao Tribunal

1/04/2014 07:50 - Modificado em 1/04/2014 07:50

fabrica queijoOs trabalhadores da fábrica de queijo do Porto Novo, Santo Antão, estão há dez meses sem receberem o salário. Sem verem a cor do dinheiro, os funcionários vieram a público pedir a intervenção do Governo, proprietário dessa unidade fabril. Sem verem uma luz no fundo do túnel, já que o Governo não apresentou uma solução, os trabalhadores vão reunir com o Sindicato. E, o recurso ao Tribunal para interporem uma acção judicial contra o Governo, no sentido de reaverem o pagamento dos salários surge como meio para pôr fim a situação de penúria por que vivem.

 

A fábrica de queijo do Porto Novo está encerrada desde o mês de Agosto e há dez meses que os responsáveis da unidade fabril não arcam com as responsabilidades quanto ao pagamento dos salários dos trabalhadores. Neste momento, os operários vivem à mercê da sua sorte e em situação de penúria.

Com o desespero a assombrar-lhes a vida, clamam por um sinal no fundo do túnel. Uma vez que, sem receberem o ordenado, estes chefes de famílias “passam por sérias dificuldades financeiras, pois trabalharam e agora estão com as mãos a abanar. Não há dinheiro para sustentar a família e as dívidas estão-se a acumular dia após dia”.

 

Avaliação

Mas a vida dos funcionários parece que vai continuar a ser madrasta enquanto não houver uma decisão do Governo sobre o futuro da fábrica de queijo do Porto Novo que há cinco anos se encontra mergulhada em dívidas.

O Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão preocupado com o “momento crítico” vivido pelos trabalhadores lançou um alerta às entidades competentes. E sem uma resposta positiva, o SLTSA envida esforços para que o Governo resolva a situação dos trabalhadores e decida sobre o futuro da fábrica que além de queijo produzia charcutarias, como carne fumada e chouriços.

 

Indecisão

Por agora, o silêncio do Governo intriga o Sindicato dos Trabalhadores e a própria gestão dessa unidade fabril que relembra que a ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, aquando de uma visita a Santo Antão em 2013, assegurou que o Governo estava a preparar um plano com vista a solucionar os problemas da fábrica de queijo no final do ano. Mas até à data, a fábrica encontra-se paralisada e sem dinheiro, os trabalhadores estão com as mãos a abanar.

  1. DiPraia

    Num país de rendimento médio não é aceitável que funcionários de uma empresa pública fiquem 10 meses sem receber salários . A solução tem que ser em consequência com a competitividade que se quer dar ao cluster do agronegócio! Resto é conversa para o boi dormir!
    Senão vejamos. A fábrica está há 5 anos mergulhada em dívida e não há solução, contudo todos os dias ouvimos falar do cluster do agronegócio….Precisamos decididamente de mais acção e menos conversa fiada.

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