Drones, satélites e lasers para ligar dois terços do mundo à Internet

31/03/2014 13:13 - Modificado em 31/03/2014 13:13
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dronesO Facebook quer que os dois terços da população mundial que ainda não tem acesso à Internet passe a tê-lo. Para isso está a criar parcerias com a NASA, laboratórios de investigação tecnológica e empresas do sector aeroespacial para criar os seus próprios drones, satélites e sistemas de laser, como anunciou Mark Zuckerberg no seu último post na rede social.

 

Os aparelhos que irão possibilitar a ligação à Internet a países em desenvolvimento ou a zonas mais remotas do planeta ainda não foram apresentados, mas o Facebook já idealizou aquilo que será um drone a sobrevoar a Terra a alta altitude, com as suas três hélices movidas a energia solar. Esta imagem faz parte de um vídeo publicado no site da internet.org e que foi criado para mostrar a forma como, através da mais avançada tecnologia, se pode conectar o mundo.

 

A rede social tem cerca de 1,2 mil milhões de utilizadores, parte deles adicionados depois de no ano passado o Facebook ter desenvolvido parcerias com empresas de telecomunicações nas Filipinas e no Paraguai e ganho, assim, três milhões de contas, segundo revela Mark Zuckerberg num post publicado na última madrugada.

 

Além do trabalho com operadoras, o fundador do Facebook sublinha que “para conectar o mundo é necessário inventar também novas tecnologias”.

 

Através da sua equipa do Connectivity Lab (Laboratório de Conectividade), que desenvolve plataformas para a ligação à Internet na Terra, no ar e na órbita terrestre, a rede social está a cooperar com a NASA, com o apoio de técnicos do Centro de Investigação Ames e do Laboratório de Propulsão a Jacto, e de empresas como a britânica Ascenta, que criou as primeiras versões do Zephyr, o avião não tripulado que realizou o voo mais longo por uma aeronave movida a energia solar.

 

Para cada tipo de superfície a cobrir, o Facebook está a preparar formas diferentes de garantir a conexão à Internet. Em áreas suburbanas em regiões geograficamente limitadas, a aposta é em drones movidos a energia solar que realizem voos a alta altitude e de longa duração, podendo estar no ar durante meses. Para zonas de baixa densidade populacional, será a vez de satélites actuarem.

 

Para garantir que estes equipamentos estabeleçam as ligações ao mundo online, as equipas estão a trabalhar com o sistema FSO (free-space optical communication), que utiliza raios de infravermelhos para transmitir os dados através do espaço.

 

O resultado imediato deste projecto parece ser o aumento em muito do número de utilizadores do Facebook e do espaço destinado a anúncios publicitários. Mark Zuckerberg não avançou mais pormenores sobre o projecto, nem quaisquer datas para a entrada em funcionamento dos equipamentos.

 

 

 

publico.pt

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