Oito mortos em protestos nas eleições da Turquia

31/03/2014 12:54 - Modificado em 31/03/2014 12:54
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turquia52,7 milhões de eleitores da Turquia escolhem este domingo os seus representantes municipais num clima tenso que coloca em causa o futuro político do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. Primeiros resultados dão vitória ao partido de Erdogan.

 

Oito pessoas morreram e 17 ficaram feridas em várias localidades da Turquia durante as eleições locais devido a confrontos entre os apoiantes dos diferentes candidatos, anunciaram os media turcos. As autoridades confirmaram que seis pessoas foram mortas e nove ficaram feridas num tiroteio entre duas famílias no leste do país perto da fronteira com a Síria, na vila de Yuvacik, província de Sanljurfa. Os confrontos começaram numa discussão entre apoiantes de candidatos do partido do Governo AKP e do pró-curdo BDP.

Na província de Hatay, que também faz fronteira com a Síria, duas pessoas morreram num tiroteio entre familiares de dois candidatos na vila de Golbasi. Situações de violência são frequentes durante as eleições nas pequenas localidades turcas e normalmente provêm de diferendos sobre políticas locais e não das tensões que existem no país. O primeiro-ministro e chefe até agora incontestado da maioria islamita-conservadora, confronta-se desde 17 de dezembro com graves acusações de corrupção após a difusão na internet de diversas e comprometedoras conversações telefónicas pirateadas, violentamente criticadas na Turquia e no exterior. Desde as 17h, em Lisboa, que as urnas já estão em processo de encerramento no sul e leste da Turquia. Antes das 20h, em Lisboa, terminou o período de votação em todo o país.

 

PRIMEIROS RESULTADOS DÃO VITÓRIA AO PARTIDO DO PRIMEIRO-MINISTRO

O partido do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, está nitidamente à frente da oposição nas eleições autárquicas deste domingo na Turquia, cruciais para o futuro do regime, de acordo com os primeiros resultados parciais. O partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) recolheu até agora entre 48 e 49,6 por cento dos votos, quando estão contados 10 por cento dos votos. Os turcos foram chamados às urnas para um escrutínio municipal em clima político de alta tensão e visto como um referendo para o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, alvo de contestação sem precedentes.

Dez meses após a revolta antigovernamental nas principais cidades do país que fez tremer o regime, Erdogan e o seu Partido da Justiça e do desenvolvimento (AKP, no poder desde 2002), enfrentam o teste numa posição difícil e no início de um ciclo crucial, com as presidenciais agendadas para agosto e as legislativas em 2015.

 

 

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