Centros de saúde não diminuíram a procura do serviço de urgências

25/03/2014 07:45 - Modificado em 25/03/2014 07:45

hospital_batista_de_sousaA reforma do Ministério da Saúde com o reforço de competências dos centros de saúde, visava a diminuição do número de casos nas urgências dos hospitais, fazendo com que esses casos dessem entrada nos centros de saúde. “O reforço desse nível de instituições tem por objectivo melhorar a qualidade e a equidade no acesso aos cuidados, descongestionar os hospitais centrais, incrementar o diagnóstico e o tratamento precoce das doenças e diminuir as evacuações sanitárias inter-ilhas e para o estrangeiro”, como explica o plano estratégico do Ministério da Saúde.

 

Mas, ao que parece, esta medida não está surtindo efeito até agora, como explica a directora do Hospital Baptista de Sousa. Falando em números, a urgência do hospital recebe mais de cem doentes diários e, em dias de pico, ascende aos duzentos casos.

Mas, segundo Sandra Monteiro , directora do Hospital Batista de Sousa “as pessoas devem deixar para a urgência os casos urgentes”. “O banco de urgência é para cuidados primários, serve como fim de linha, ou seja, casos considerados graves, como um enfarte e os centros de saúde, para casos secundários como uma gripe, constipação”, sublinha a directora.

Segundo esta responsável do HBS, as pessoas continuam ainda a levar todo e qualquer caso para as urgências, casos que poderiam ser revolvidos nos centros de saúde. E levando esses casos para os centros de saúde, isso pode fazer com que os casos mais sérios possam ser respondidos a tempo e horas. Por isso, pede que as pessoas “deixem o serviço de urgência para as urgências”. E quer ver essa cultura instalada na ilha, porque “depois da abertura dos centros de saúde, não se verificou a diminuição de pessoas no banco de urgência. O fluxo continuou igual”.

  1. maria

    O banco urgência ….para os casos de urgência e os centro de saúde para os cuidados primários,a prevenção , a promoção da saúde assim como o controlo de doenças cronicas como Diabetes,HTA,etc

  2. Paula Furtado

    Os centros de saúde não melhoraram em nada com esse novo horario.A obrigatoriedade dos medicos dos centros estarem tambem no banco ungencia só piorou a situaçao………..Os pacientes ja nem sabem onde encontrar o seu medico…se é no banco ungencia ou nos centros.o Coitado do medico nao pode desdodrar-se .sem falar do projecto toma conta?de quem????

  3. leunice

    o pobre coitado é que sofre ,há dias em que não há médicos nos centros de saúde,no horário de mais procura , ou seja das 8 ás 15h ,neste caso o que fazemos com o nosso filho doente ,Burgencia…estes profissionais não estão escalados para os centros de saude …como podem estar de folga??????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!…

  4. Peter di mana

    O Sr Presiente da republica vem apelando pelo salto qualitativo na prestação de serviços em geral.Temos que criar anoçao de responsabilidade. tem que haver a separação de publico e privado. O Ministerio de saude tem que ver esse poroblema. è grave.Enquanto não houver uma lei de incomptibilidade geral, este paìs nao vai lado nenhum.Falar menos e trabalhar mais

  5. santos

    Oh Leunice…folga esta na lei…nenhum funcionario da folga a sua cabeça…de facto quando o ministerio resolveu alargar os horarios devia era equipar e construir centros de qualidade……com disse uma Dra renomada e muito bem dito ….os centros de saude de sao vicente sao uns autenticos barracoes..comparando aos da praia…..
    Pessoal nos centros de saude nao se fazem urgencias…consulta eh por marcaçao..curativos eh melhor ir bem cedo e como sabem os operados tem um dia especifico….

  6. Anonimo.

    Concordo plenamente com a sra Paula Furtado e ainda digo mais,esse projecto toma conta não toma conta de nada e de ninguém,um fracasso total.Por favor vamos admitir isso senhores governantes.

  7. Anonimo.

    Sra Leunice pergunta a sra ministra da saúde como pode o medico do centro de saúde estar de folga.Passar bem

  8. Anonimo

    Uma pessoa que passa toda noite a trabalhar no banco urgencia, achas que ela deveria ir a trabalhar no dia seguinte.

  9. Maria

    Anonimo….isso seria regredir no tempo rumo a escravatura…..

  10. Carqueja

    Realmente é preciso descongestionar o BU para que a prestação de cuidados de urgência melhore! No entanto, é necessário tambem que os centros de saude possam estar a altura das necessidades dos utentes. Se não vejamos (um caso veridico): levei o meu filho (2anos) com diarreia ao CS e ali disseram que o médico não podia atende-lo pq já terminara o seu turno e como tinha consultas numa clinica privada a criança deveria ser encaminhada para a Pediatria HBS. Isto é correcto?

  11. Olha só convivendo com um médico em casa que ficamos sabendo qual é a vida que eles levam durante o dia, sai de casa as pressas, pega no batente as oito horas, mas não tem hora de voltar para casa, quando está em casa, o seu telemóvel não para de tocar, mas tem de ter sempre boa vontade, amor aos doentes, amor a sua profissão que escolheu e espírito humano. Nunca pensam que é dinheiro.

  12. peter

    Oh MiMi …..terminado o seu turmo de trabalho..o medico faz do seu descanço o que bem entender…porque nenhum medico dos centros de saude tem contrato de exclusividade com o ministerio.se ele queizer ir a sal,santo antao dar consultas privadas no seu periode de descanço ele e livre

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