Tribunal egípcio condena à morte 529 apoiantes de ex-Presidente Morsi

24/03/2014 09:57 - Modificado em 24/03/2014 09:57
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cairoUm total de 529 simpatizantes do antigo Presidente egípcio Mohamed Morsi, deposto pelo exército no verão passado, foram condenados à morte por instigar a violência, mas a maioria encontra-se em parte incerta.

 

A condenação foi anunciada pelo Tribunal Penal de Minia, no Cairo, adiantando que apenas 153 dos condenados estão detidos.

 

Os restantes apoiantes da Irmandade Muçulmana e do Presidente deposto estão em fuga, acrescentaram fontes judiciais, admitindo que os condenados ainda podem pedir recurso da sentença.

 

Desde o golpe militar de 3 de julho contra Morsi, milhares de seguidores da Irmandade foram presos e dezenas condenado à prisão, mas até agora não tinham sido decretadas sentenças de pena de morte.

 

O Tribunal, presidido pelo juiz Said Yusef, absolveu outros 17 membros e partidários da Irmandade julgados neste processo, cuja sentença deverá ser confirmada pelo mesmo tribunal a 28 de abril.

 

Os condenados foram considerados culpados de uma série de assaltos a edifícios governamentais e de atacar pessoas e bens públicos na província de Minya, sul do Egito, em agosto, depois de as forças de segurança terem procedido à desocupação violenta de dois acampamentos de protesto no Cairo por partidários de Morsi.

 

Um desses ataques teve como alvo o quartel-general da polícia da cidade de Matai, onde foi morto o coronel Mustafa Ragab.

 

De acordo com vários meios de comunicação egípcios, 147 dos acusados estão sob custódia, enquanto os restantes foram julgados à revelia.

 

Os réus também foram condenados por tentar assassinar um polícia e um segundo tenente na delegacia de polícia, apreendendo armas e queimando o edifício.

 

A sessão do tribunal foi realizada sob um forte esquema de segurança, com as ruas que levam ao edifício a serem cortadas por membros da ordem.

 

Os islamitas têm mantido os seus protestos contra as autoridades interinas no Egito desde julho do ano passado, apesar das prisões e morte de centenas de pessoas por causa da repressão policial nos últimos meses.

 

Morsi, primeiro presidente civil do Egito eleito, foi deposto pelo exército no dia 3 de julho, num movimento que desencadeou tumultos generalizados em toda a nação.

 

A Amnistia Internacional revelou que pelo menos 1400 pessoas morreram na violência desde então, e mais milhares de pessoas foram presas.

 

Morsi foi removido do cargo 12 meses após ser eleito como presidente depois dos protestos de rua contra seu governo.

 

 

jn.pt

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