Arma de um agente da PN continua desaparecida : onde pára a Walther 7.65?

24/03/2014 00:08 - Modificado em 23/03/2014 23:48
| Comentários fechados em Arma de um agente da PN continua desaparecida : onde pára a Walther 7.65?

TribunalO Ministério Público está a realizar diligências para apurar os factos que resultaram no desaparecimento da arma de um agente da Polícia Nacional durante um tumulto. O caso ocorreu na noite de sábado, 1 de Março, na sequência de um distúrbio provocado por um cidadão no Banco de Urgência do Hospital Baptista de Sousa na ilha de São Vicente. O agente da PN destacado para o serviço no BU procurou manter a ordem quando o indivíduo e alguns familiares tentaram impedir a actuação do agente. O paradeiro da arma continua a ser um mistério por resolver.

 

A situação provocou um tumulto que culminou no extravio da arma de serviço do agente da PN, uma pistola Walther, 7.65. O caso está sob a alçada das autoridades criminais para apurarem a verdade. E, de acordo com os indícios de crime, os autores serão acusados em sede de instrução para que sejam submetidos a julgamento, com base nos factos provados, mediante a aplicação das medidas de pena vigentes na lei.

 

Os suspeitos e as testemunhas arroladas ao processo-crime estão a ser interrogados na Procuradoria da Comarca de São Vicente para que os factos sejam esclarecidos. O Ministério Público tem em curso uma investigação para saber como ocorreu o extravio da arma, bem como fazer com que a pistola seja recuperada.

 

O NN apurou que um homem chegou ao hospital acompanhando a própria mãe, cujo estado de saúde necessitava de tratamento médico. Porém, o indivíduo estava a sangrar, uma vez que sofreu uma agressão. Devido ao sangramento, o mesmo foi accionado pelos serviços de saúde que, com base nas leis do atendimento, tinha prioridade. Mas o homem defendeu que a sua mãe é que deveria ser atendida em primeiro lugar.

 

Tumulto

 

O agente da Polícia Nacional que prestava serviço no HBS foi chamado a intervir e advertiu o cidadão. “Este não teve bom comportamento perante o agente de autoridade que o repreendeu pela sua conduta. Foi então que alguns familiares que o acompanharam entraram em cena para interferirem no trabalho do agente da PN. Protestaram ao ponto de provocarem um tumulto que tomou outras proporções”.

 

No interior do Banco de Urgência, o agente da PN viu-se rodeado pelos cidadãos e quando mantinha a ordem no local apercebeu-se que a sua arma de serviço tinha desaparecido. As Unidades do Comando da Polícia Nacional foram accionadas para prestarem apoio e porem fim ao tumulto.

 

Desaparecimento

 

Este online soube que os indícios apontam que “alguém se aproveitou da situação para roubar a arma que o agente tinha no seu coldre junto ao corpo. Isto porque não havia condições ou movimentos do agente que fizessem com que a arma caísse ao chão. Dada a flexibilidade da segurança no coldre, o roubo da arma poderá ter ocorrido sem que o agente da polícia se tivesse apercebido, uma vez que estava a conter os ânimos”. A Polícia Nacional passou a “pente fino” o Banco de Urgência, porém, durante a revista, a arma não foi recuperada.

 

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.