Desapareceu há três meses: O que aconteceu ao tripulante do cargueiro Terry Tres?

24/03/2014 00:09 - Modificado em 23/03/2014 23:46

Depois de realizarem buscas na ilha de Santa Luzia, as autoridades marítimas e a agência Polar não encontraram qualquer vestígio do corpo do tripulante Jorge “Djack Djunuta” dos Santos. De acordo com os familiares, volvidos cerca de três meses, as esperanças de encontrar o cidadão que trabalhava como cozinheiro no navio Terry Tres desvaneceram. Sem vestígios do corpo no mar ou na zona costeira, a angústia apropriou-se da família que, em caso de confirmação da morte, esperava resgatar o corpo do tripulante para realizar o funeral.

 

O desaparecimento de Jorge dos Santos ocorreu no dia 26 de Dezembro de 2013 quando o cidadão trabalhava a bordo do Terry Tres, navio encalhado em Santa Luzia. Volvidos 88 dias, o paradeiro do tripulante continua a ser um mistério. Morador na localidade de Alto Miramar, “Djack Djunuta” de 49 anos fazia parte da tripulação de segurança que a agência Polar colocou a bordo da embarcação que se encontra encalhada na Praia Francisca.

 

O NN sabe que o tripulante estava a ter alucinações e que chegou a cair ao mar por duas vezes, tendo sido resgatado por um colega da equipa. “Jorge estava a ter delírios, dizia que a sua companheira estava a chamar por ele e ainda, que estava a ser perseguido por algumas pessoas, por isso, tinha de se ir embora. Mas a dada altura, fintou a vigilância dos colegas e caiu ao mar, deixando as suas chinelas a bordo do Terry Tres”.

 

Diligências

 

A Capitania dos Portos de Barlavento e a Agência Polar, com o apoio dos tripulantes do Terry Tres e dos pescadores da localidade de Salamansa, efectuaram buscas na ilha de Santa Luzia e nas imediações, porém, a operação demonstrou-se “infrutífera”, porque não se encontrou nenhum sinal do tripulante Jorge dos Santos.

 

Segundo as autoridades “sendo a ilha de Santa Luzia tão pequena, foi revistada de uma ponta à outra, sem que houvessem sinais de Jorge. A hipótese de ter saído não tem cabimento porque não tinha meios para o fazer. O certo é que o corpo nunca foi encontrado, tendo sido realizadas todas as operações de busca para esclarecer o desaparecimento do tripulante”.

 

Drama

 

A aflição tomou conta da família de “Djack Djunuta” que mantinha a esperança que estivesse vivo. Diz-se que a esperança é a última a morrer, mas os familiares asseguram viver um drama, uma vez que as tentativas de encontrarem o cidadão não surtiram o efeito desejado.

 

  1. Ana

    À semelhança desta família, o dos tripulantes da embarcação “Roterdam” também esperam e desesperam por notícias…já lá vão 6 meses desde o seu desaparecimento e até agora nenhuma informação credível a respeito…as autoridades continuam “impotentes” na resolução deste imbróglio… que país é este?

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