Juiz manda para a cadeia homem que assaltava residências

24/03/2014 00:13 - Modificado em 23/03/2014 23:39
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cadeiaO Juízo Crime enviou para a prisão um cidadão que estava a assaltar residências na ilha de São Vicente. O indivíduo de 38 anos foi condenado a uma pena de um ano e seis meses. O arguido é reincidente na matéria, pois estava em liberdade mediante suspensão da pena. Depois de cumprir pena na Cadeia Central, quando regressou à liberdade, o homem continuou a assaltar habitações, com a última incursão na Baía das Gatas.

 

O juiz que procedeu ao julgamento declarou que “o arguido é um mau exemplo na sociedade, porque um homem da sua idade deveria ter um comportamento exemplar. Mas, não envergou pelo caminho da criminalidade e, em vez de se reintegrar após cumprir a pena na cadeia, mantém o vício pelas coisas alheias”.

 

O Tribunal da Comarca de São Vicente proferiu à leitura da sentença de um processo-crime que envolvia um cidadão residente na zona de Ribeira Bote que assaltou uma residência na Baía das Gatas. O caso ocorreu no mês de Julho de 2013, quando o indivíduo de 38 anos conhecido por “Kik” trepou as paredes da habitação para roubar electrodomésticos e objectos de uso pessoal.

 

Para consumar o roubo, o homem destruiu um cadeado de segurança dessa residência e juntou vários objectos num caixote. Quando o arguido se preparava para se pôr em fuga, foi interceptado pelo guarda da habitação que se apercebeu da presença de uma pessoa estranha em casa. O suspeito foi detido pela Polícia Nacional e entregue às instâncias judiciais que lhe aplicaram Termo de Identidade e Residência e a apresentação periódica às autoridades.

 

Prevenção geral

 

Segundo o Tribunal, com base no depoimento do acusado e com os factos relatados pelas testemunhas arroladas ao processo-crime, o magistrado decidiu condenar o arguido a uma pena de prisão efectiva, perante os indícios de haver a continuidade de prática criminal ilícita.

 

“O cidadão vai para a prisão porque já foi condenado por crimes de furto e roubo em residência, inclusive chegou a cumprir pena na Cadeia Central. Em 2012 foi condenado por reincidência nessa matéria. Mas terá havido um erro quando se decidiu pela suspensão da pena. Nem por isso o arguido reflectiu e, agora, o Tribunal não tem outra solução, à luz de uma medida de prevenção geral, senão a de o mandar para a cadeia. O mesmo vai a tempo de mudar o próprio comportamento e de evitar a prática de acções ilícitas”, concluiu o magistrado.

 

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