Austrália encontra possíveis destroços do avião da Malaysia Airlines

20/03/2014 10:37 - Modificado em 20/03/2014 10:37
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australiaA Austrália localizou dois objectos a flutuar no mar que poderão ser restos do avião que há 13 dias desapareceu com 239 pessoas a bordo depois de levantar de Kuala Lumpur com destino a Pequim.

 

“Apareceu informação nova e credível relacionada com a busca no sul do oceano Índico”, disse esta quinta-feira o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, numa intervenção no Parlamento.

 

A Autoridade de Segurança Marítima da Austrália recebeu imagens satélite de diferentes objectos, explicou Abbott. As imagens já são de dia 16 mas foram analisadas por especialistas: na sequência dessa análise “identificaram-se dois objectos possivelmente relacionados com as buscas” do voo MH370.

 

A Austrália já enviou quatro aviões e dois barcos para a zona, uma área 2500 quilómetros a sudoeste da cidade de Perth, onde o oceano tem uma profundidade de “vários milhares de metros”, diz a agência marítima.

 

Tratando-se de imagens captadas no domingo, os destroços podem já ter-se afastado muito, diz ao Guardian Alexander Babanin, director do Centro de Engenharia dos Oceanos, Ciência e Tecnologia da Universidade de Swinburne, na Austrália. Com tempo normal, os destroços podem ter sido levados até 100 quilómetros de distância, mas “se há tempestades com grandes ondas e ventos, pode ser mais do que isso”, diz o oceanógrafo.

 

Junto ao local já se encontra um avião de patrulha P-8 Poseidon, dos Estados Unidos, preparado para monitorizar e responder a ataques de submarinos. “Este avião está equipado com alguma da melhor tecnologia disponível, parte dela secreta”, diz David Wright, repórter da televisão ABC, que segue a bordo do aparelho norte-americano.

 

Um navio norueguês que viajava de Madagáscar para Melbourne quando recebeu um pedido para assistir nas investigações também já chegou à zona onde os destroços foram localizados. O maior dos objectos identificados nas imagens tem 24 metros e está debaixo de água.

 

O avião desapareceu dos radares civis quando sobrevoava o mar do Sul da China, a sair do espaço aéreo da Malásia e a entrar no do Vietname; o estreito de Malaca é a última posição conhecida, de acordo com um radar militar da Malásia, numa altura em que o avião viajava na direcção oposta ao seu plano de voo.

 

Tendo em conta os últimos passos conhecidos e as reservas de combustível do Boeing 777, as autoridades já tinham reduzido a aérea de buscas a dois corredores aéreos de milhares de quilómetros de largura, um para Noroeste, até à Ásia Central, o outro para Sudoeste, até ao sul do Índico. As buscas tinham sido intensificadas nesta segunda zona – o corredor Norte era considerado menos provável pois seria difícil que o avião não tivesse sido detectado pelos radares de nenhum dos países da região.

 

“Isto é uma pista, é provavelmente a melhor pista que tivemos até agora. Mas temos de chegar lá, encontrar os objectos, vê-los, analisá-los, perceber se isto é realmente significativo ou não”, disse numa conferência de imprensa John Young, responsável da unidade de resposta de emergência da Autoridade de Segurança Marítima.

 

Abbott avisou que “a localização destes objectos será muito difícil e é possível que no fim se perceba que não têm nada a ver com o MH370”. Entretanto, o chefe de Governo já falou com o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak.

 

Não é a primeira vez que são avistados destroços que se suspeita poderem ser parte do avião. Ao todo, 26 países estão envolvidos nas buscas do voo que as autoridades malásias acreditam ter sido desviado intencionalmente.

 

 

 

publico.pt

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