Cidadãos alertam autoridades para os problemas de saúde pública

20/03/2014 07:38 - Modificado em 20/03/2014 07:38
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lixoA situação do parque da lixeira criada na zona da Ribeira Brava está a preocupar os cidadãos da ilha de Santo Antão. A área para acolher os resíduos sólidos produzidos nas cidades do Paul e Ribeira Grande fica situada no troço da estrada asfaltada que liga o Município do Porto Novo à localidade de Janela. E o problema é que o fumo proveniente da queima na lixeira e os restos do lixo que invadem a via de trânsito colocam em perigo a saúde dos frequentadores da estrada.

 

As pessoas que utilizam a estrada que liga Porto Novo e Janela estão descontentes com a transformação de uma área à beira da estrada numa lixeira. O espaço serve de base de depósito dos resíduos sólidos produzidos nos Municípios da Ribeira Grande e Paul. A ocupação do local por parte das autoridades deveu-se às queixas dos moradores das zonas de Martinho, Monte Joana e Lombo Branco que estavam a ser afectados pelo fumo da queima dos detritos na antiga lixeira situada na zona de “Barbox”.

 

Como alternativa, a lixeira foi transferida para a localidade de Ribeira Brava, nas imediações da estrada Porto Novo/Janela. Porém, com o passar dos anos a história do problema de saúde volta-se a repetir: desta feita, os utentes desse troço de estrada reclamam do fumo que é expelido com a queima dos resíduos sólidos e que o espaço já não tem condições para albergar todo o lixo que está a ser depositado. E o problema agrava-se quando os detritos invadem a estrada.

 

Alerta

 

A consequência é que segundo os cidadãos “as autoridades municipais devem intervir com urgência, pois trata-se de um problema de saúde pública. É que a situação retirou o sossego de quem utiliza essa estrada. Sente-se um cheiro nauseabundo nessa área que prejudica quem passa pelo local, sem esquecer do fumo que provoca danos à saúde. Por questões de segurança quando se vai pela zona de Ribeira Brava a pé, a solução é tapar o nariz com a camisa ou com as mãos. E quem viaja de carro tem de fechar os vidros para que o cheiro do fumo não lhe prejudique e se apegue às roupas”.

 

Alternativa

 

Para os cidadãos, a solução “não passa por ter uma lixeira a céu aberto”, mas pela construção de um aterro sanitário. Neste sentido pedem às autoridades que não virem a cara ao problema que põe em causa a saúde pública das pessoas.

 

Em declarações à Inforpress, o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão Orlando Delgado, deu razão às queixas das pessoas e defendeu que a construção do aterro sanitário da ilha resolveria o problema, mas que a execução do projecto está a depender do aval do Governo de Cabo Verde.

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