Paul: Ministério Público investiga caso de abuso sexual de criança que está grávida

20/03/2014 07:29 - Modificado em 20/03/2014 07:29

Abuso menoresUma adolescente de 12 anos da localidade de Pontinha de Janela, Santo Antão, vai ser transferida para o Centro de Emergência Infantil de São Vicente. A criança está grávida e o caso veio a público através de uma denúncia cujos indícios apontam que a adolescente se envolveu sexualmente com vários indivíduos. As instâncias judiciais estão a investigar os factos que apontam que os indivíduos a aliciavam com dinheiro e outras ofertas.

 

O caso chegou à Polícia Nacional através de uma denúncia que levou a uma investigação para se apurar a veracidade dos factos. O Ministério Público e a PN realizaram diligências junto da criança de 12 anos que identificou três homens com quem manteve relações sexuais. No âmbito da investigação criminal os suspeitos foram accionados para prestarem declarações e acabaram por indicar os nomes de outros envolvidos.

 

Segundo informações recolhidas na Procuradoria da Comarca do Paul “os suspeitos estão a ser interrogados para que os factos sejam esclarecidos. Depois de recolhidos os depoimentos dos indivíduos, da vítima e das testemunhas arroladas ao caso, as instâncias judiciais terão de cumprir as medidas vigentes na lei. Isto é, com base nos indícios de crime, o Ministério Público vai emitir mandados de captura fora de flagrante delito para que os suspeitos sejam presentes a Tribunal para a aplicação de medidas de coacção”.

 

Gravidez

 

Por sua vez, a menor foi encaminhada para o Hospital Regional João Morais na cidade da Ribeira Grande para receber tratamentos médicos. As análises realizadas pelos serviços de saúde confirmaram que a adolescente está grávida. A criança de 12 anos vive em situação de risco, pois provém de uma família que enfrenta problemas económicos e que dadas as deficiências os familiares não controlavam a menor.

 

Internamento

 

O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente foi accionado para se inteirar do caso. O ICCA está a aguardar a conclusão dos trâmites legais para que a menor viaje para a ilha de São Vicente. A criança está a receber acompanhamento médico e psicológico e nos próximos dias vai chegar ao Centro de Emergência Infantil de São Vicente.

 

Neste momento, o ICCA não pode concluir a transferência, uma vez que ela está a participar da investigação criminal que irá esclarecer quem são os indivíduos com quem se envolveu. A transferência da adolescente far-se-á mediante autorização judicial, de modo que o ICCA vai ficar com a sua tutela e prestar-lhe os apoios que a menor necessitar.

  1. Celestino Correia

    Omi ke omi ka viola menor.

  2. Andrea Fortes

    O assunto é grave mas é a realidade caboverdiana. O homem caboverdiano, claro que falo duma maioria significativa, perdeu todo controlo sobre o seu libido.
    Ele deseja todas as pessoas que passam pelo seu caminho desde que sejam do sexo feminino ou algo que assemelha. Ele está mirando todos os “buracos” para entrar sem nenhum escrúpulo, sem nenhuma vergonha, sem nenhum pudor.
    Depois de de dezenas de anos ausente, fico estupefacta, confusa, revoltada, como olham para mim, mulher que ja ultrapassou a casa dos 30, nao só quando estou sozinha mas tambem ao lado do meu marido, sem nenhum respeito, e tenho a impressão que alguns só uma questao de olharem para mim com uma incomodativa fixacao já estao atingindo um orgasmo.
    Portanto tudo o que é de graça, tudo o que é barato, tudo o que cheira a sexo faz-lhes perder o seu auto-controlo, o seu respeito próprio e o respeito pelo sexo feminino, a tal ponto que a idade nao lhes interessa. Crianças, menores, pedintes, doentes, velhas, tudo serve desde que nada lhes custe ou se custar nao deverá passar de umas simples moedas. Nao é por nada que muitos homens desistiram de constituir família, preferindo viver em casa dos pais ou sozinhos.
    A sociedade caboverdiana está em perfeito estado de putrefacção e só um Juíz como o Juiz de antigamente em S.Vicente, (como relatam os meus pais) conhecido pela alcunha de “tcha-tcha-tcha” que nao temia ninguém, independente da classe social ou poder económico-político e sem nenhuma compaixao os mandava para a antiga prisao de Fortim, poderá contornar esta mentalidade aberrante.

  3. Ondina Ramos

    “Crianças sao flores da revolução”. Maldita a hora que esta frase foi formulada. E os homens, nao esquecer tambem as mulheres, estonteadas com os slogans ilusórios da revolução perderam todo o controlo sobre o seu desejo sexual.
    Milhões foram investidos em campanhas de consciencialização sobre uma reprodução responsável, milhões foram investidos em artigos anti conceptivos, dinheiro perdido, tempo perdido.
    O libido incontornável e indomavel falou mais alto. A cabeça deixou de funcionar, a noção de responsabilidade desapareceu e o resultado está à vista de todos.
    Uma paternidade irresponsável, crianças trazendo ao colo crianças, miséria alargada e o pior ainda essa explosão duma população jovem e sem nenhuma perspectiva vai funcionar como uma bomba atómica debaixo desta sociedade.
    Crianças que na verdade deveriam ser umas flores e como tais tratadas, pois nao pediram para vir para este mundo, foram finalmente as maiores vitimas da revolução.

  4. Maria Fortes

    Uma pergunta que até agora nao foi feita. A vitima está gravida e o feto (futuro bébé/s) nao pode ter 40 pais.
    Quem vai custear as despesas que tais exames acarretam.
    Atendendo que um ou outro desses prostituantes poderá estar infectado com HIV/SIDA como é natural pois tais irresponsaveis nao terão praticado sexo seguro usando preservativos.
    Levando em conta que esses indivíduos têm uma companheira em casa, esposa, amante, amiga o número de infectados poderá ultrapassar sem exagero a casa dos 40×5 ou seja 200 infectados.
    Está claro que esses prostituantes e as suas vitimas têm de ser tratadas, hospitalizadas, etc, etc,
    Os custos serão enormes nao só para a INPS, para a sociedade como tambem para o próprio Estado além de que essas pessoas nao poderão produzir ou se o fizerem nao será na sua totalidade, constituindo por isso um peso enorme para os parcos recursos do sistema de saúde.
    Um pouco mais de espirito de responsabilidade nao só para connosco mas tambem para com as nossas famílias, nossos próximos e para com a sociedade no geral nao nos ficaria mal e só nos dignificava.

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