Muitos já foram assaltados: Pensionistas da promoção social exigem respeito e segurança

18/03/2014 07:38 - Modificado em 18/03/2014 09:38

COOKIE2Os beneficiários da Pensão Social atribuída aos indivíduos em situação de carência económica e social, essencialmente pessoas da terceira idade, queixam-se da falta de respeito por parte de um funcionário dos Correios onde vão receber o dinheiro e exigem maior segurança.

 

A protecção social do regime não contributivo, assegura a cada beneficiário um apoio em dinheiro pago mensalmente às pessoas de idade igual ou superior à idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de segurança social, assistência médica e medicamentosa gratuita no sistema público de saúde.

 

Os beneficiários desta pensão recebem o dinheiro nas estações dos correios mais perto das próprias zonas.

 

Nos Correios de Monte Sossego

Maria da Luz, residente em Chã de Vital, diz que “é preciso mais segurança porque muitas pessoas de má fé já sabem o dia em que vamos receber a pensão e seguem-nos com a intenção de roubar o dinheiro. Muitas pessoas ficaram sem o dinheiro porque lhes foi roubado antes de chegarem a casa. É necessário procurar outras soluções para recebermos a pensão com mais segurança, porque ficamos inseguros porque não sabemos quando estamos a ser seguidos por bandidos”.

 

Joaquim Piedade setenta anos diz que “existe muita desordem neste lugar. Muitas pessoas brigam nas filas porque não existe nenhuma forma de manter a ordem. De vez em quando passam por aqui carros da polícia fazendo rondas, para ver se está tudo a correr bem. Uma vez, um carro da polícia encontrou-me pelo caminho e levaram-me a casa, penso que já conhecem a situação de insegurança que vivemos quando vamos receber o dinheiro, por isso, de vez quando, passam pelas redondezas.”

 

A mesma confessa que para além da pouca segurança, “existe uma grande falta de respeito por parte de um funcionário dos correios de Monte Sossego chamado Gilberto com atitudes nada aceitáveis, exalta a voz e troca palavras com os idosos”.

 

Joana Baptista, deficiente, diz que “quando há vários beneficiários no mesmo dia, nós esperamos e desesperamos à espera de sermos atendidos, o que provoca muita instabilidade. Falta de respeito entre os beneficiários  e também por parte de alguns funcionários.

 

Piedade confessa ter ficado uma vez sem receber a pensão porque não tinha 100 escudos. A mesma justifica que quando os correios não têm trocos, os beneficiários são obrigados a levar uma quantia de 100 escudos para poderem receber o valor arredondado, por isso, teve de regressar no dia seguinte com a quantia e receber a pensão.

  1. Raséc

    Só queria perguntar o seguinte: é esse tipo de funcionário que os Caboverdianos merecem? Melhor, os nossos velhos não merecem tb eles ser tratados com respeito?

  2. viviana

    é uma tristeza ver essas pessoas idosas se levantarem no meio da madrugada para fazer fila nesses postos de correios para serem os primeiros a tomar a pensão as vezes esses coitados ficam nessas portas até as quatro sem se alimentarem e voltar para casa sem o dinheiro porque não tinham cem escudo para arredondar o serviço prestado é deficiente e sem respeito por aqueles que são o rosto da nossa identidade os nossos idosos é de lamentar ainda mais o desrespeito por parte dos funcionários.

  3. carla maia

    e verdade falta de respeito e triste ora que bo passa na rua bo ta odja coitados de idosos dento frio chintado funcionarios ta fla um hora asves es ta tem mais de duas hora ta spera ninguem ca ta parce pa paga é quela k sta contice na coreio de somada guerra de idosos na bicha e na lugar que és ta fica ta tchera fede pamode e lugar unde k rapazes ta fase xixi por favor nhos toma otu medida pamode sta muito feio

  4. Carla

    Quem de direito, deve ver estas siutuações, uma pessoa que já sofreu tanto ainda continua a sofrer… o pessoal de atendimento devem ter o minino de educação para tratar as pessoas mais velhas…

  5. Carlos Silva - Ralão

    Mas, afinal, quem protege o Povo de Cabo Verde contra a criminalidade? Quem tem a obrigação de fazer os criminosos responderem pelos seus actos? Quem tem a obrigação de reparar às vítimas e seus familiares pelas violações que sofrem nos seus direitos? Quem tem a obrigação de proteger a Sociedade? Será que alguém pode me responder? Mas é preciso dizer, sobretudo aos mais novos, que nem sempre foi assim. No passado, mesmo ainda no tempo colonial, ou sobretudo no tempo colonial, havia Justiça na Terra e quem cometesse crimes ia para a cadeia, sem apelo nem agravo. Tudo isso mudou com o 25 de Abril e com a Independência e agravou-se, infelizmente, com a chegada da Democracia que passou a ser confundida com libertinagem para tudo fazer sem se ser responsabilizado.

  6. A.Monteiro Dias

    Quero louvar a atitude dos policiais que teriam levado a senhora a casa com toda a seguranca e respeito pela sua idade e situacao de pobreza.E assim mesmo a isso se chama policia de proximidade, dignos da farda que usam, os meus parabens! quanto a esse cretino do Gilberto, nao merece mais que a nossa compaixao; fazer-se de valentao enfrentando gente que ja trabalhou para que ele hoje esteja num emprego que ele deveria respeitar e dar gracas a Deus.

  7. Andrea Fortes

    No meu tempo, no tempo colonial, nós os funcionários públicos tinham uma outra ética profissional, uma outra atitude perante o publico. Alguns dirão: “Andrea é uma saudosista”. Longe de mim tal ideia. Combati dentro das minhas possibilidades e com todo os perigos o colonialismo. Muitos daqueles que cegamente, sem espirito de critica, deram “mais do que a força humana permitia” para que a situacao nao mudasse hoje armados em revolucionários (arrivistas e oportunistas) usam o termo saudosista para mascararem o seu passado duvidoso. Portanto chamem-me à vontade de saudosista.
    Mas voltando aos funcionários. No meu tempo, no tempo colonial os funcionários públicos tinham de ter uma certa habilitação literária, tinham de fazer concursos para ocuparem um lugar.
    Hoje nada disso. Basta ser amante de um ou outro “chefinho” tambem semi iletrado, ser família de um ou outro elemento do partido, família de alguém com poder económico e pode ocupar lugares para os quais nao têm nenhuma preparação tanto profissional, como moral.
    A incompetência vê-se na sua atitude arrogante, nos seus gestos, no seu discurso vazio e sem lógica.
    No meu tempo, os “Gilbertos” eram imediatamente confrontados com um processo disciplinar para apurar a verdade. No meu tempo tínhamos mais respeito pelos idosos que trabalharam arduamente para que nós a nova geração tivesse um futuro melhor. Eramos mais modestos, mais trabalhadores, mais reconhecidos, mais servidores que uma grande cambada, nao todos claro está, hoje em dia, especialmente apos a independencia, de incompetentes nessas repartições publicas.
    E é isso e por outros que Cabo Verde nao vai sair tao depressa desse estado de marasmo

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