Entre o chumbo e a aprovação das actividades

17/03/2014 01:31 - Modificado em 17/03/2014 01:31
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Rosa-Rocha_edil-Porto-NovoA Assembleia Municipal do Porto Novo, Santo Antão, esteve reunida para fazer a análise das actividades desenvolvidas pela Câmara Municipal em 2013. Durante a apreciação do relatório de actividades da autarquia referente ao ano económico de 2013, os deputados do MpD, partido da oposição, deram um cartão vermelho ao executivo camarário. Por sua vez, os deputados do PAICV, partido que faz a gestão, sublinham que a Câmara Municipal executou da melhor forma o seu plano de trabalho.

 

O debate da sessão ordinária do dia 15 de Março esteve centrado no desempenho da edilidade durante o ano de 2013. A avaliação das actividades realizadas pelo executivo camarário ocupou grande parte do tempo nos trabalhos da assembleia. Damião Medina, do MpD, considerou que o seu partido, na hora de fazer a avaliação, dá uma nota negativa à gestão camarária.

 

O deputado justifica a posição do MpD com base nas análises feitas ao plano de actividades programado pela Câmara Municipal do Porto Novo para o ano transacto. “A própria população dá nota negativa ao trabalho desenvolvido pela autarquia em 2013. O desempenho da edilidade ficou aquém do prometido aos munícipes do concelho do Porto Novo”.

 

Por sua vez, Elísio Rocha do PAICV, defendeu que os eleitos municipais devem felicitar a actual gestão da Câmara Municipal do Porto Novo, pelos projectos realizados e pelo trabalho de organização interna dos serviços da Câmara Municipal e pela intervenção no processo de negociação das dívidas do município que estão avaliadas em cerca de 640 mil contos.

 

Elísio Rocha considerou que “encontrámos uma autarquia desestruturada e que precisava de uma organização para ter um bom funcionamento. A actual gestão camarária fez o seu trabalho, e hoje, isto é uma realidade, porque a edilidade cumpriu com os seus compromissos assumidos junto dos munícipes”.

 

A defesa do executivo, por parte da presidente da Câmara Municipal, Rocha sublinhou que a autarquia que preside encontrou alguns condicionamentos para executar as suas actividades em 2013. Rosa Rocha assegurou que “a débil situação financeira do concelho, agravada pelo nível de endividamento do município, a seca que assola a região e a conjuntura da crise internacional interferiram no nosso trabalho”, sublinhou.

 

Apesar das condicionantes, a edil defendeu que “trabalhamos em prol dos munícipes e executámos obras”. Rosa Rocha recordou a construção da aldeia cultural, a reabilitação das infra-estruturas desportivas, intervenções na habitação de várias famílias carenciadas, recuperação das vias de acesso. E que ainda houve a requalificação das unidades sanitárias de base e a instalação de centros multiusos em vários povoados e o apoio às famílias que foram afectadas durante o período das chuvas.

 

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