Tribunal requer tratamento psicológico intensivo para Zezinho Catana

17/03/2014 01:21 - Modificado em 17/03/2014 01:21

psicologoA juíza que conduziu o processo de julgamento de Zezinho Catana e que culminou na sua condenação à pena máxima de 25 anos de prisão, instou as autoridades para terem em conta algumas recomendações durante o período de reclusão. A magistrada requereu o acompanhamento psicológico intensivo ao cidadão. Isto é, que desta vez, a assistência na prisão funcione na perfeição para que Zezinho não volte a matar quando sair da cadeia.

 

O Tribunal defendeu que em termos de prevenção geral fez-se Justiça, porém, para a reinserção social, Catana “não pode apenas passar 25 anos na cadeia, é preciso acompanhá-lo para que quando regressar à liberdade, a sociedade esteja segura que ele não pratique mais homicídios”.

 

Segundo a juíza Ana Reis, aquando da primeira condenação por prática de homicídio sem acompanhamento clínico permanente, Catana ludibriou o sistema prisional com o seu bom comportamento. Mas, quando regressou à liberdade, em vez da reintegração, voltou a matar. O Juízo Crime defendeu que se tivesse havido um acompanhamento intensivo para com o arguido que passou parte da vida nas celas da Cadeia de São Vicente, hoje a realidade seria diferente. Só que a cadeia não o é lugar certo para tratar doentes que precisam de um “acompanhamento intensivo” . O lugar ideal é um centro de tratamento ,previsto na lei ,mas que nunca foi construído e por isso nas nossas prisões estão detidas 25 pessoas consideradas doentes mentais

 

Fragilidades

O NN elegeu Catana como personalidade do ano 2013, uma figura de destaque em Cabo Verde não pelos crimes que cometeu, mas porque Catana pôs a nu as fragilidades de um sistema judicial ” cheio de erros, lacunas, prepotência e feito para servir os ricos e a gente do poder. ” Este é o caso de um homem que escolheu o caminho de matar e ninguém sabe porque mata.Mata por matar : por um blusão, por uma comida estragada e por isso vai passar quase 5O anos na cadeia sem se saber se é um monstro ou um doente.

 

Zezinho mexeu com a sensibilidade dos cabo-verdianos mas, mais do que isso, a sua forma de agir expôs a nossa sociedade às fragilidades vigentes no sistema judicial, no sector presidiário. E os lapsos existentes no processo de reintegração social viram Catana a ludibriar os serviços de psiquiatria e da própria assistência social que recebeu durante os anos de reclusão o que chama a atenção para outros psicopatas que estão no sistema prisional e que, tarde ou cedo, irão voltar à sociedade para, também, voltarem a matar.

 

 

  1. M.B.E.

    Tratamento psicologico,tratamento psiquiatrico e rigoroso,melhor dizendo.Se nao estou em erro,as nossas leis deviam adaptar-se a “evoluçao” – no sentido negativo – para crimes dessa gravidade,chocantes.Sendo assim,sendo ele um doente,perigoso devia ser isolado evitando contacto com os outros presos.Mas sera que estamos preparados para isso ?

  2. Edwige Bienvenu

    Esse Catana não é mais um Cidadão. Não tem mais direitos fundamentais porque não cumpre os deveres fundamentais. Ele está na cadeia por causa do crime mais grave que cometeu. Para pagar a divida à sociedade a Justiça cobra em tirar a ele o que é mais sagrado para o ser humano vivo, que é a liberdade.
    Ninguém tem o Direito de tirar a vida a ninguém. A vida é sagrada. O criminoso em cadeia devia trabalhar na cadeia ou em outro lugar com grande segurança para poder satisfazer as necessidades fundamentais como se alimentar, ter o lugar limpo para dormir, ter uma casa de banho limpo, ter visita médica. Só assim que vai tomar consciência que não é um lugar de divertimento. A clarificação dos valores é necessária. Não é a sociedade que deve sustentar o preso. Se não é condenado a perpetuação, deve ser enquadrado por um programa de reconversão e de reinserção. O que foi proposta ao Ministério da Justiça desde de 2008 sem sucesso por causa de usurpação de função.

  3. Edwige Bienvenu

    As Nações Unidas através da UNESCO pediram a clarificação dos valores e dos conceitos desde os anos 1970, 1980. Estamos em 2014. Desde os Mandamentos de Moisés ninguém devia tirar a vida a ninguém. Com o mandamento do Mohamed ninguém deve agredir ninguém, qualquer agressor deve ser castigado.
    O Bebe humano normalmente nasce sem pecado (há mais de que 2014 com a oferta do Cristo) e com saúde todo o sector da justiça, da saúde, da educação devem trabalhar para nunca o ser humano pecar e nunca perder a saúde. E os homens tem uma grande responsabilidade porque nem um bebe vem nesse mundo se o homem não quer. O Homem tem esse papel nobre de preparar a chegada do bebe nesse mundo e escolher a maravilha mulher que merece ser a mãe do seu bebe. Com isso nunca podia existir um Catana. Por isso que se deve pensar ao reconversão e reinserção do preso quando não um crime de matança com premeditação.

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