Armador do navio “Vicente” volta a suspender viagens na rota São Vicente/Santo Antão

17/03/2014 01:16 - Modificado em 17/03/2014 01:16

vicenteO armador do navio “Vicente” da companhia Tuninha que faz a ligação marítima entre as ilhas de São Vicente e Santo Antão, decidiu interromper a viagem. Há cerca de quatro meses, o navio paralisou o transporte de passageiros e cargas entre as duas ilhas por razões administrativas com base numa contenda entre o armador e a Enapor na cidade do Porto Novo. O “Vicente” retomou as viagens em Dezembro, mas agora o armador deu ordens para que a embarcação não saia da ilha de São Vicente.

 

Neste domingo, 16 de Março, a companhia Tuninha responsável pelo navio “Vicente”, emitiu um comunicado a anunciar que estão suspensas as viagens entre as ilhas de São Vicente e Santo Antão. A ligação marítima diária entre as duas ilhas era assegurada com duas viagens por parte do navio “Vicente” e “Mar D´Canal”, da Naviera Armas.

 

O armador do navio “Vicente” alegou que “após 18 meses de negociações que se demonstraram infrutíferas com as entidades marítimas para a implementação de um regulamento de tráfego marítimo em Cabo Verde, na ausência de conclusão de um acordo contratual para assegurar o equilíbrio das operações e dadas as barreiras financeiras que são impostas à direcção, a companhia Tuninha tomou a decisão de suspender as viagens entre as ilhas de São Vicente e Santo Antão”.

 

Com a decisão do armador em interromper as viagens do navio “Vicente”, cuja data de retorno à rota marítima São Vicente/Santo Antão é uma incógnita, o “Mar D´ Canal” passa a ser a única embarcação que assegura o transporte diário de pessoas e de cargas.

  1. JOÃO FORTES

    onde anda a IMP-AMP? Os nossos dirigentes não têm capacidade de diálogo. Quem vai ser responsabilizado pelos transtornos dos passageiros entre S.A. e SVivente. As cabecinhas deviam rolar. Viva MPD.

  2. fernando fortes

    Ninguém compreende esse françois.
    Entra num negócio sem ser convidado.Começa por fazer concorrência com basófaria.
    Pouco depois já quer mandar no país e impor regras,qual “Marc de LaTerasse”.

    Carissimo, você não está em Conacri.

  3. Jose Julio Fortes

    Cabe ao Governo exigir que esse armador embarque urgente e leve o seu monte de sucata à frente. Veem mansinhos como investidores externos trazem um barco apanhado na sucata, ganham um dinheirão que vai logo para o exterior e o Governo nunca se lembrou de exigir que depois de cinco anos de exploração deveriam trazer um barco novinho para garantir a segurança e rapidez nas ligações. Estamos fartos desses investidores externos que veem concorrer com os nossos miseráveis investidores internos.

  4. Luis Fonseca Fortes

    Um investidor que traz um barco comprado a peso (ia ser abatido como sucata), gastou uns quilos de tinta para tapar a ferrugem mas viaja sempre cheio de viaturas e passageiros pelo que está a ganhar e muito nessa rota segura , devia ser obrigado a trazer já um barco (0 Milhas) como Criola Não podemos esperar que se avarie como o Tarrafal , Sal Rei ou outra sucata e nos deixe descalços como nos quer fazer em chantagem. Tem que pagar a Enapor e petrolíferas antes de mandar dinheiro fora..

  5. profamina

    Concordo com o João Fortes. O que andam a fazer as autoridades portuárias? Será que cada um pode pôr o seu barco só quando lhe apetecer,. ou terá a obrigação de cumprir uma rota e escala estabelecidas?
    Se os responsáveis não respondem com responsabilidade, que tenham ao menos o bom senso de passar o comando a quem sabe dirigir.

  6. manecas

    tens razão sr fortes ,..mas a verdade é que a enapor tem sido um competente sanguessuga dos navios nacionais ,..não em cabimento mais essa barbaridade das elevadissimas taxas ,…todos os bem informados sabem do quanto tem sido um bandalheira nas facturações de determinados serviços ,… como é que só um reboque prestado a um navio atinge 50% do seu valor???????? realmente só em conacri,…

  7. Adriano Lima

    Sempre tenho comentado que a linha sv. santo antao nao e´ rentavel para dois navios.

    o ideial e´ o armador na linha ter dois navios para garantir a ligaçao , utilizando o outro navio numa outra linha, e ter como reserva caso nesseçario ou seja com a paralizaçao do navio na linha.

    infelizmente os nossos governantes nao valorizam a capacidade dos nacionais que ja levam mais de vinte anos nesta ligaçao.

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